Momento.
O que faz de uma fração aleatória de segundos, o momento certo? Ou, de contrapeso, o momento errado?
Será que está tudo relacionado as pessoas envolvidas na "equação" em jogo? Ou realmente é algo místico, de tempo, de hora, de momento?
Parece realmente um toque de mágica, quando todos os seus sentidos conspiram pra fazer de um segundo, o segundo ideal para tudo acontecer. Seu relógio biológico trabalha arduamente a favor, para que não passe nem falte nenhum segundo. Quando o despertador indica que chegou a hora, seu coração se abre, dobra de tamanho, pronto pra receber de braços abertos, pronto para doar-se.
Seu momento chegou. Você já é demais pra caber em só um ser. Necessita, como que em vida e morte, dividir-se. Involuntariamente, inicia-se uma busca por outro coração apertado, por outro sorriso largo disponível, por vãos em mãos frias.
Quando o encontro acontece, congratilation. Tudo indica que essa soma dê bons resultados, e que pelo menos, ambos tenham muita vontade de que tudo dê certo. Um completa o vazio interior do outro, o frio nas pontas dos dedos, tanto das mãos quanto dos pés.
Mas a parte menos bonita de tudo isso, é que normalmente esse encontro não acontece. Parece que o mundo conspira contra, se diverte, vendo você quase explodindo com tanto amor pra dar, vendo seu tempo passar vagarosamente e friamente, enquanto você chora por dentro por sentir-se tão só.
E quando acontece, a reciprocidade é sempre rara. Um coração quente jamais vive em comum acordo com um congelado pela espera e pelo tempo que se passou. Quando o momento certo não desperta dentro dos dois, o caminho é, no mínimo, exaustivo para o que ja encontra-se prontinho pra fazer o seu melhor e correr pro abraço.
E ai o tempo passa, depois corre, e você se acostuma a espera, ao gosto de sua língua, e de mais ninguém. Começa a ver que o encaixe das suas mãos podem ser encontrados na sua outra. Que os pés são facilmente aquecidos com meias, e que aquela musica que diz que ninguém é feliz sozinho talvez não esteja assim tão certa.
O tempo passou, as flores que haviam sido plantadas no seu jardim morreram, tudo congelou. E é normalmente ai, que você encontra o maior numero de corações na sua caixa de correio, de sorrisos sinceros e boas oportunidades. Mas o cheiro poderia ser melhor, se você pudesse receber flores sem achar retrogrado e ridículo demais.
O amor é o ridículo da vida. E só se pode amar, quem está pronto para ver graça em tudo isso.
O amor é muito simples. Mas nem sempre o simples é simples.
É muito fácil encontrar alguém que nos complete, que nos faça bem, que nos faça sorrir, que nos deixe com vontade de voltar tarde pra casa. O difícil (e gostoso) da vida é encontrar alguém a quem amemos alguém que nos ame. É encontra-lo no seu momento, no nosso momento, e acreditar no cliche de " viveram felizes para sempre!"
