quinta-feira, 29 de julho de 2010

Rapousa em pele de cordeiro. E que se caiam as mascaras...


Surpresa. É somente o que eu sinto. Poderia ter ficado triste, magoada e perder um pouco do chão, dos sonhos, das crenças...Mas não! Apenas, surpresa.
Decepcionada, talvez. Mas o único foco que consigo ver aqui dentro é o de perplexidade. Uma pessoa, duas historias, varias mascaras. Talvez eu já tenha chegado a desconfiar desta possibilidade, mas não queria perder o encanto. Me fazia tão bem acreditar, ainda, em pessoas boas, puras, príncipes encantados e todo esse blablabla que a gente vai deixando pra trás enquanto cresce.
 Eu poderia falar tanta coisa, expor a cara de pau desse alguém sem identidade, já que tenho certeza que nem eu, e nem ninguém, sabe de quem se trata a fundo a sua "personalidade. Mas respirando um pouco, contando até 10 varias vezes, me pergunto pra que, e não, não o farei. O lado de ca do espelho sei de có e saltiado. O lado de la, o que sei já é bastante. Suficiente demais para nem se quer procurar explicações, ou da-las. Afinal, se tivesse aqui alguém que as merecesse, seria você, garota, que teve coragem o suficiente para saber tudo o que sabe, falar tudo o que disse, e ainda assim, ter toda consciência no mundo que não poderíamos nos culpar por nada. Eu particularmente, não teria o mesmo sangue frio. Mas admiro quem tem força e fé o bastante para tê-lo.
Me resumo em poucas palavras, já que é bem assim que estou: Sem palavras.
E, prefiro terminar aqui, respeitando a sua "dor", garota. Respeitando a sua escolha. Doeria muito mais a ti se eu usasse de tudo que poderia gritar agora, escancarar aos 7 ventos o lado de ca da historia (Como você fez), e te fizesse ver o que eu vejo agora, afinal, vejo muito mais do que ti, que sabe que esse ser tão bom é uma lenda urbana, mas não fazes conta da imensidão dessa mentira.Mas não! Não mereces ver tanto, já que suas escolhas são limitadas. Continua assim, sabendo um meio apenas, ou menos que isso, talvez. Tem verdades que doem mais do que as outras, e esta, você não merece.
 Hoje acordo mais um pouco. Tenho agora, total certeza, de que sim, existe tão bons atores na vida real, quanto os que vemos nos filmes e novelas. E que sim, é possível mentir olhando nos olhos.
 Passei perto de cair de cabeça em uma cilada, mas Graças a deus e a meu coração burro, que dessa vez foi mais inteligente do que eu imaginará, e me fez desviar dessa direção e fazer outra escolha, que naqueles tempos considerava a "errada".
E agora, quem diria, o melhor cara do mundo, é, na verdade, a maior decepção que eu ja presenciei na minha vida. =)

...Ou melhor dizer....Presenciamos? 


terça-feira, 27 de julho de 2010

Prazo de validade: Determinado.

É, já me acostumei com meu estado eternamente instável de espírito! Se um dia eu conseguir sentir-me estável, conseguirei, também, sentir-me bem longe de ser eu.
Sabe, deixa assim. Sem monotonia no sentir. Que mal existe em ser alguém novo a cada amanhecer? Que pecado há em retirar cada palavra dita agora, ao próximo entardecer? Que castigo terei a pagar se aceitar a condição de ser assim, um dia de cada vez, dia após dia, viver até o fim do dia?
Não prometo nada que eu não possa cumprir.
Não prometo. Nada! Nada existe que eu possa cumprir.
24h é um tempo escasso demais para qualquer promessa feita ser efetivada.
E é exatamente o prazo de validade que estipulo para cada eu que guardo aqui.
Desvencilhe-se das amarras e deixa viver. Minuto a minuto.
E ao fechar os olhos antes do adormecer, esqueça tudo, só lembre-se ao acordar, que mais um dia, deu-se motivos para acordar. Agora esqueça. Vista-se de você, o você de hoje, e vai, vive, deixa anoitecer...Deixa sentir. =)

domingo, 25 de julho de 2010

Me vê uma xícara de felicidade com bastante açúcar, por favor?


Quando a felicidade bate a porta, assim, como quem não quer nada, e se convida para entrar, o primeiro sentimento que nos desperta, ao invés de alegria, é de confusão. Sim, nos sentimos confusos, desconfiados, com medo de que tudo aquilo seja um sonho e doa ao acordar. Mas, definitivamente, esse poderia ser considerado o maior equivoco humano. Sabemos bem que ela pode mesmo não ficar por perto muito tempo, ter parado apenas para um fim de semana prolongado ou umas férias curtas na sua casa, e que quando acordar em uma manhã clara como todas as anteriores desde a sua chegada, e te olhar nos olhos falando: “ preciso ir! “, provavelmente doera muito. Mas ainda assim é importante saber aproveitá-la ao maximo, só assim quando for embora, não se sentirá terrível por ter tido a oportunidade em mãos (curta ou não) de ser feliz, e desperdiçou pensando no porquê ela estava ali, sentada na sala de estar da sua casa sempre tão vazia. Antes ser feliz por um dia, do que nunca, não é mesmo? 


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um ano depois, é doce lembrar.


  Hoje o dia amanheceu meio cinza. E não me refiro ao fato do sol ter se escondido e das pancadas de chuva que tem caído. Mesmo se lá fora estivesse claro, aqui dentro ainda estaria escuro...
Acho que metade de mim estava em luto, outra metade, sorria profundamente lembrando deste mesmo dia, um ano atrás. (...)

  O dia começou tarde, depois de uma noite presa ao telefone super mal dormida pela ansiedade do amanhecer e pelo peso de tanta angustia por qual passava (passávamos). E por volta das 11h da manhã estaria confirmada aquela viagem, improvisada, de ultima hora, casual e mal pensada demais.
  Sim, talvez se eu tivesse pensado um pouco mais, jamais teria aceitado o convite de um "desconhecido", que eu só havia visto de longe e por foto, que teria entrado na minha vida a no maximo um mês, mas que conhecia a vida tão afundo que parecia ser a pessoa mais confiável do mundo. Nos identificávamos intensamente, desde o momento turvo pelo qual passávamos no setor sentimental, quanto pelos gostos idênticos em tudo, desde musica a cor preferida. Desde comida a filme... E eu fui! Se minha mãe algum dia chegar a ler isso, tenho certeza que fico um ano de castigo, mas ainda assim teria valido muito apena aquela pequena insanidade. (Sem falar daquela outra fuga alguns meses após esta, mas que ai já é outra historia )
   O primeiro encontro, o primeiro abraço. E mais parecia que já éramos, de fato, amigos íntimos. Era nisso que meu pai precisava acreditar, mas acho que até nós mesmos terminamos caindo nessa.
  Viagem longa, e o que antes me fazia estar ali já não tinha mais a mínima importância. Na verdade, em tão pouco tempo nada mais importava, só a melhor companhia do mundo. Eu não teria me importado se nunca tivéssemos chegado no destino. Só de tê-lo do meu lado dirigindo, falando bobeiras e ouvindo musica, já tinha decretado o melhor fim de semana daquele ano- e de fato foi!
  Dois finais de semana era a duração do evento. O primeiro sabado foi esperado minuto por minuto por ter duas de minhas bandas favoritas e a companhia que, até então, eu almejava. As expectativas foram a mil para o mesmo. Tinha tudo pra ser, de longe, muito melhor do que o segundo (Que eu até pretendia ficar em casa). Mas quem diria, o dia mais aspirado, terminou ofuscado por este outro, tão casual e livre de expectativas... E lindo! Na verdade eu nem lembro o que tocou no ultimo sábado do festival. E nem o que eu queria assistir, mesmo sabendo bem que o motivo pelo qual eu queria ir já era mais pessoal, e até "o motivo" já havia perdido o sentido quando eu cheguei la. Não existia mais nada que me interessasse ali, nada, além DELE. Até os shows que eu odiaria ver foram lindos. E não me lembro sinceramente, desde então, de outro dia que eu tenha conseguido aproveitar mais do que aquele. Que eu tenha pulado, sorrido, tomado banho de chuva, ficado feliz e sido feliz como aquele dia!
  Agora se faz um ano. Tantas águas rolaram, tantas coisas aconteceram, tantas pessoas vieram, partiram. Mas em memória, nenhuma mais ficou como ele.
  São doces demais as lembranças, mesmo sabendo que muita coisa nele me deixou amarga no desenrolar dos panos e no passar do tempo, mas quando a maré acalma e a poeira baixa, o que fica é sempre gostoso demais de recordar.

  Acho que a partir deste dia comecei a acreditar que Deus bota anjos em nossas vidas. Ele foi um anjo, que apareceu no momento que eu menos esperava e mais precisava, me estendeu a mão e me tirou do escuro. Foi capaz de me fazer ver muito além do que até então eu insistia em enxergar, e sentir-me feliz novamente. Um anjo que foi a chave para que eu desse fim a uma historia antiga que só me devastava interiormente, e me permitisse a começar uma outra novinha em folhas. Um anjo que me fez sentir coisas inacreditavelmente intensas, em um tempo recorde. E um anjo que partiu em um tempo recorde, porém.
  Um ano é muito, diante do pouco que nos foi permitido estar próximos. As vezes considero a vida injusta por ter posto entre nós tantos obstáculos. Mas logo reflito e sei bem que tudo acontece do jeito e na hora certa, Deus sabe o que faz. E talvez fosse pra ser tudo assim, curto e cheio de lembranças boas. Foi efêmero, sim, mas, ainda assim, suficiente para que ele ficasse de algum modo em mim. É incomparável o carinho que depois de tanto tempo e de mínimos contatos, guardo por ele.
  E mesmo que nunca mais eu saiba nada sobre esta pessoa, continuará sempre aqui, nas minhas orações diárias. Sempre aqui, no porta-retrato na parede do meu quarto... E sem querer ser prepotente, sei bem que ele também está sempre aqui, lendo isso, lembrando de mim, torcendo por mim...

Portanto, hoje pra mim vai ser um dia assim, meio claro, meio escuro. Lindo por lembranças doces. Duro por saudades amargas.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Quebra-cabeça perfeitamente completo .

Procuro realmente algo que deixe mais em transe e me desligue por uns poucos momentos dos problemas mais efetivamente do que a presença deles, e devo admitir dificilmente consigo encontrar. Um mês sem sair à noite nos finais de semana foi facilmente suportável. A rotina caseira e os livros no lugar da cerveja gelada não é algo que me tirou do serio, mas, um mês sem eles, jamais suportaria.
Troco qualquer balada ou qualquer barzinho na sexta depois do dia exaustivo de trabalho, simplesmente por uma tarde em casa, com cara amassada, shortinho velho e descalça, com os papos mais etéreos, as piadas mais sem graças, a televisão rotineira, meia dúzia de jogos de tabuleiro, comidas improvisadas, poucas horas dormidas e tudo aquilo que só cada um deles tem de especial! É o simples da vida que tem, ultimamente, me arrancado os melhores sorrisos e proporcionado os melhores momentos.


O incrível de ter pessoas como essas em sua vida, é que até mesmo os defeitos e as características mais peculiares parecem os/me completar. É como se tudo fosse feito a mão, e dado um ao outro justamente para que jamais pudéssemos cometer o fatídico equivoco de afirmar que não temos ninguém com quem contar. Temos sim. Ah, como temos! =)

"Estar bem" não faz bem.

E se me perguntam como tenho estado não reluto e respondo quase que automaticamente: “bem”. Até certo ponto é verdade e não tenho encontrado muito do que reclamar. Sem motivos pra chorar, sem nada de mais complexo pra pensar. Tudo tem estado no lugar, sem bagunças, sem amarras, sem feridas a cicatrizar, teoricamente.
Na pratica, as coisas são sempre bem diferentes. Nem tudo são flores e amores, e os sentimentos misturam-se a procura de algo que se sinta, e não acham. O vazio brando parece deixar um ser oco por dentro. Sinto-me assim, bem, porém, vazia. E vazia, não posso sentir nada que vá além deste “estar bem”.

Sentia falta de ser minha. E, finalmente, sou.
Agora, sinto essa fatídica necessidade de ser de alguém.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fogo e gasolina não vivem em comum acordo para sempre.

Eu não sei ao certo o que acontece, só sei que acontece. Me questiono sobre onde começa aquela fase instável e malévola que nossa amizade termina sempre por entrar depois de passar por um tempo bom onde tudo são flores e amores. Só percebo que está tudo mudando (e não é para melhor), mais uma vez, quando já estamos a beira do ataque de nervos, pensando consigo, que fossemos namoradas, era a triste hora de pedir um tempo pra pensar, ficar só, esfriar a cabeça. Mas não, trata-se de amizade, e sendo assim as coisas são bem mais complexas.
Não queremos tempo, pois não cogito, nessa vida, a possibilidade de botar um fim em tudo que construímos. Mas todavia, chega uma hora que não sei se quero seguir em frente. Não existe reza braba neste mundo que faça com que eu ela, que apesar dos pesares, posso nomear como minha melhor amiga, passemos muito tempo próximas sem nos estranharmos (relevando as frequentes faíscas). Talvez sejamos demasiadamente parecidas, ou diferentes, ou um pouco de cada um, só que do jeito equivocado. Gênios fortes, por exemplo, se colocados lado a lado, pegam fogo. E é bem isso que ocorre sempre em um curto espaço de tempo.
Odeio o jeito que ela se porta, que ela fala, que ela MANDA, poderia assim definir melhor. A mesma diz que falando parece, muitas vezes, estar brigando, e é exatamente isso que ocorre. O timbre de sua voz é sempre de uma irritante autoridade, e fica pior quando de fato ela está brigando ou simplesmente seu humor não está dos melhores. Esse tom que ela usa, particulamente, me da nos nervos. Tenho freqüentes vontades quase incontroláveis de mandá-la pro inferno, de desligar o celular e tira-la de perto por no mínimo 15 anos dias.
O que eu não gostaria de mencionar, mas preciso, é que talvez sejamos muito levemente parecidas nisso e em algumas coisas mais. Sei bem que muitas vezes sou de veras autoritária, braba e grossa. E o problema gira em torno disso: Semelhanças demais em tópicos errôneos. Fogo e gasolina, é como poderia definir duas pessoas com gênios fortes e pouca paciência tentando convivendo. E cedo ou tarde, pega fogo.
Seja qual for o motivo mais plausível que explique tal relação, o que importa é que em tempos e tempos, precisamos de um tempo longe. O tempo bastante para, quem sabe, esfriar a cabeça, sentir falta, e achar que a distância não vale apena e que todas as diferenças e magoas são pequenas demais diante da dimensão do que construímos em meio aos 7 anos de amizade.
Entretanto, neste momento, meu abuso é superior a qualquer vontade de acertas as coisas. Sei bem que se trata, como sempre, de mais um mal entendido, erro de entonação, falta de clareza no modo de expressar-se, mas não me sobra créditos no meu limite de passividade, não por enquanto. Não me sobra pavio o bastante para tentar esclarecer algo, diante da impassividade e arrogância, que bem sei, jamais posso esperar que seja mudada. Quero mais é ficar sozinha por um tempo, e não ser obrigada a ouvir aquele tom de voz que me tira do serio até achar que já posso novamente lidar com ele, por mais um curto tempo, pelo menos.

sábado, 17 de julho de 2010

Complexo de carência (?)

Sabe uma coisa pra qual eu não tenho mais paciência, definitivamente? Complexo de carência! Antigamente eu até achava fofinho, meigo e simpatico ver alguém com carinha de cachorro pidão ou fazendo bico de menino amuado. Mas hoje em dia, é algo que poderia colocar na minha lista - se eu tivesse deveras muito desocupada para fazer uma - das 10 coisas que mais me irritam e causam repugnância.
Acho que a gente vai crescendo e amadurecendo, e tem coisa que sai "de moda" sabe? Não combina, não faz sentido! E fazer a linha "quero colo, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me entende" é algo que devia ser proibido para maiores de 18 anos, pricipalmente quando não houver motivos comprovados cientificamente para isso.
Não sei se foi eu quem, ao passar do tempo, me tornei mais fria e independente, ou até quem sabe, mais azeda. Mas o que eu realmente posso afirmar com toda convicção do mundo, é que a unica coisa que alguém ganha de mim com voizinha de criança (Lêr-se eu-sou-retardado-e-tenho-probleminha-de-desenvolvimento-mental-e-vocal.), perguntas do tipo " você nem me da atenção e nem liga pra mim. " (Lêr-se sou-complexado-e-preciso-urgente-de-psicanalista) é alguns pontos a menos no conceito, e dependendo do grau, talvez um va tomar no cu seja usado como resposta.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estar sozinha, estranhamente, me seduz.

Talvez eu esteja deixando a vida escorrer lentamente, sem nada fazer para impedir que os dias passem rápido demais, e as oportunidades sigam o mesmo curso deste rio.
Os dias são cada vez mais curtos e as semanas, cada mês mais iguais. Seguir rotina sempre me soava entediante, mas de uns tempos pra cá, parece ter virado meu passa-tempo favorito.
Às vezes me incomoda perceber o quanto não me chateia mais ver passar e entrar semana e simplesmente não ter tempo para mais nada do que antes eu não dispensava. Sexta e sábado pra mim, já deixou de ser dia de procurar um bom programa pro fim de semana. Ultimamente, sei bem qual será, e é exatamente este que estou a fazer agora... Ficar em casa sozinha, escrever, ler, desperdiçar horas na frente do computador, e depois de exausta, dormir.
Não existe mais aquela alegria quando vejo a quinta se anuciar, e nem mesmo a tristeza pela segunda bater a porta, por estar longe demais da sexta. Tanto faz. São todos dias iguais, todas semanas idênticas, ou até meses quem sabe. Troquei meus amigos por livros. A cerveja gelada e a mesa de bar, pelo leite quente e a mesinha de cabeceira. A única coisa que me deixa ébria agora é o sono e o cansaço. Telefone, ultimamente, só tem me servido para marcar medico. E a falta de vaidade é tão demasiada que as unhas não crescem mais do que o comprimento suficiente para serem roídas, cuidadosamente e vagarosamente. Aproposito, esse vicio anteriormente superado, voltou a ser uma outra opção de distração.

Me assusta perceber o quanto eu me torno a cada dia uma pessoa mais viciada em solidão, e pior, o quanto não me importo - ou até gosto- de estar assim.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pré-adolescência tardia

De repente tenho me dado conta de que muita coisa já não cabe mais em mim, metaforicamente falando, meu guarda-roupa precisa urgentemente de uma limpeza. Tem muito a ser queimado ainda. Muito passado inútil, muita gente vazia, muitos paradigmas retrógrados demais para o que eu almejo pra mim. No momento, persiste uma sensação chata de que o mundo não é meu mundo. Acho que vim de marte, e me sinto abandonada, perdida, deslocada.
Tudo e (quase) todos ao meu redor parecem patéticos e sem graça. Sinto diversas vezes ao dia vontade de socar a cara de alguém, inclusive, de algumas pessoas que não muito tempo atrás eu gostava e até me identificava. Talvez um tapa no meio no nariz ajudasse a acordar pra vida, ou, ao menos, serviria pra eu desabafar o quanto as acho nojentas.
Tem épocas que você cresce o dobro do comum. E parece que o mundo não acompanha, e que você passa a não caber mais nele. É um sentimento próximo ao de estar sem roupas, nua, necessitando com urgência encontrar algo que sirva. Minha tolerância também tem andado bem curta. Nos últimos dias me enojo com as formas de vida peculiar com quais me deparo. Vejo tantos seres em mundos tão pequenos, que mal sabem o que é enfrentar a vida.
Não querendo fazer a linha garota adulta e super madura, mas não me entra mais por garganta a baixo qualquer motivo que seja uma boa explicação pra o nível de futilidade e subdesenvolvimento que vejo por perto.
Mas, que seja, pra aqueles que já passaram da idade de ser sustentandos por papai mas nem ligam, e ainda acha que o bom da vida é ter falso status adquirido pelo quanto você gasta na balada em uma noite, ou pela pouca freqüência com qual você repete roupa, ou, pior, pelo numero de amigos que você faz por baladinha descolada ou o quanto de gente ta afim de te beijar, congratulations, você é um grande exemplo de idiota com sérios problemas de retardo de crescimento intelecto e mental. Se você, ainda por cima, discorda das minhas ultimas duas afirmações, e pra piorar, se acha super madura(o) e inteligente, um soco na cara pra você, por que paciência não me sobra mais. Espero que seu mundinho fechado e ridículo exploda!

domingo, 11 de julho de 2010

Milhões de seres em um só corpo

Sempre fui volúvel. E nunca tive problema algum em admitir isso. Até por não ter meios que me pudessem conseguir esconder tal fato com êxito infindável.
Independente da possibilidade de dissimular ou não, sou a favor da propaganda verdadeira do produto. E o meu produto é vendido deste modo. No meu “Quem é você” nunca vai faltar o fato de eu ser completamente instável, e de ser séptica sobre a mudança do mesmo. Não que eu tenha tal característica como uma das minhas qualidades, por sinal, já tive serias dores de cabeça por sua culpa. Muitas vezes você se vê pega em assalto pelas costas, por ninguém mais, ninguém menos, do que você mesmo. É como se vivesse com medo de conhecer um lado seu até então adormecido. Um lado que possa quebrar conceitos, mudar acepções e destroçar em partículas mínimas todas os seus paradigmas sobre, até então, quem você acreditava ser, e como você costumava ver as pessoas/o mundo.
Deixe-me explicar. Quem sofre do mesmo “mal “ que eu, bem sabe o quanto é difícil conhecer-se e afirmar-se, pois nunca se sabe quando pode acordar e simplesmente “não ser mais você”. É como dormir desejando sorvete, e acordar precisando, urgente, de um chocolate quente, compreende? É como sair de casa com uma praia deserta em mente, e terminar por desviar o caminho para uma festa barulhenta e lotada.
Para aqueles não vivenciates de tal “mudança de estação” freqüente, as afirmações acima podem parecer até assustadoras, caso de doença grave ou até problemas mentais e psicológicos, mas não, ainda não chega-se a tanto (pelo menos não no meu caso, acredito.)
A realidade, é que lidar com alguém “de lua” é uma tarefa árdua e extremamente difícil. Poucos adquirem êxito. A grande maioria desiste nos primeiros meses em que passam a se relacionar freqüentemente com esses "seres de outro mundo". Achar que conhece algum deles verdadeiramente é simplesmente ilusão. Nem nós mesmos temos essa capacidade. Seremos, sempre, imprevisíveis. Os dois lado da moeda...Entende? Gosto do quente e do gelado. Odeio os dois. Gosto da praia e da neve. Odeio os dois. Gosto de muitas pessoas e de ficar sozinha. Odeio os dois. Gosto de você.... Mas isso até a próxima mudança de ciclo lunar.
Para aqueles guerreiros que, depois de descobrir o quanto somos um poço interminável e complexo de informações e ainda assim acharam atraente a missão quase-impossível (Impossível, na verdade, só estou tentando ser sutil) de nos desvendar, e até atraente esta forma enevoada de sentir, congratulations! Se pudesse, daria a cada um uma medalha de ouro e um beijo na testa. Vocês merecem!

- Eu também mereço uma medalha e um beijo na testa por viver em função de me descobrir e nunca desistir. Acreditem, não é nada facíl.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paradigma do ex-namorado.

Por estes dias, em uma conversa com os amigos, foi levantado o assunto “ex-namorado”. Entre um sub-assunto e outro, ficou em questão a amizade sincera entre ex. Afinal, isso existe ou não passa de lenda folclórica?
Dias mais tarde, em meio ao corre-corre do dia, parei para retornar algumas ligações não atendidas, e dentre estes números estava, justamente, o de meu Ex-ex-namorado (deu pra entender? O ex antes do ultimo ex (?) ), que por mera coincidência, me trouxe a tona a resposta da questão imediatamente. Sim, é possível uma amizade livre de malevolência entre ex-namorados.
Horas mais tarde, passamos algum tempo conversando. Ele havia terminado, recentemente, um namoro, e a primeira pessoa na qual pensou para desabafar foi eu. Incrível, parece retórico, mas posso afirmar a total reciprocidade na sua afirmação! Muitas vezes passamos meses sem contanto algum, mas se eu acordar triste pela manhã, é pra ele que vou querer ligar. Não é questão de achar que um bom sexo casual possa resolver minhas dores de cotovelo(como muitos talvez tenham pensado) ou esperar que o mesmo tenha a solução dos meus problemas guardada na manga da camisa, muito pelo contrario, as vezes nossas formas de ver as coisas até se chocam. Temos visões muito destintas do mundo e das situações em determinados assunto, mas, o que me acalma na realidade, é o simples fato de sentir que ali existe uma pessoa realmente disposta a me ouvir, mesmo que não tenha nada pra me dizer. Aquele aguém que não somente ouve os seus problemas, como também termina os vivendo junto e sofrendo sua dor. É o simples sentimento de poder perceber que existe pelo menos uma pessoa no mundo do seu lado, e que não estás sozinho.
Sei que realmente a gente se ajuda, se faz bem, e tem um carinho recíproco imensamente sincero. Muita gente fica séptico quando afirmamos que não passa disso. Todas as próximas namoradas dele morrerão de ciúmes de mim, e é bem provável que futuramente, montem um esquema armado super secreto pra me tirar do mapa, mas enquanto ainda não forem numerosas o suficiente pra desvencilhar esse laço, eu me mantenho aqui, a ex-namorada, o problema das namoradas, e a melhor amiga dele, acreditem ou não na verdade desta relação.
Normalmente as futuras não acreditam. E, sendo sincera como costumo ser, talvez, eu no lugar delas, também não acreditasse.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amor transitório

O cheiro de terra molhada me lembraria sempre, o triste fim de um amor nem começado.
Ainda sendo levemente amargo o gosto da distância, tem dias que insisto em ficar sozinha deixando o vento bater no rosto só pra me trazer a tona cada momento e cada olhar doce que eu jamais quero esquecer.
O mais peculiar de tudo isso, é que apesar de saber perfeitamente que nem tudo eram flores, não consigo me lembrar de sequer um motivo pra não achar tudo lindo e perfeito demais. Talvez eu esteja ficando louca, ou, simplesmente, prefira guardar de você boas recordações sem nenhuma mancha negra causadas por erros e mentiras.
Já tenho tantos amores desluzidos por dores, que quero- e posso- me dar o gostinho de ter, nem que seja apenas um, limpo e com cheiro de roupa nova.
Talvez, não precise de mais de 5 ou 6 lembranças suas para ter total certeza que, sim, foi sincero e verdadeiro, mesmo que tenha sido efêmero demais.
...Seu olhar tímido fugindo do meu. Suas mãos grandes arrumando o meu cabelo molhado. O medo intenso de me ter longe em suas palavras. O jeito como você fica sem graça do meu lado. A dor de ter que partir.
E principalmente o fato de nunca conseguir, de fato, sumir. -Nem eu consigo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E foi tudo, lentamente, perdendo a cor

E foi tudo, pouco a pouco, perdendo a cor.
Como a blusa preferida, que depois de suja e lavada, jamais volta a ter cara de nova.
Você pode até amar mais ela do que antes, mas não importa o que você faça, o tom muda, desbota, se vai...
E com o tempo você passa a usa-la por costume, mas chega o dia que já não cabe mais. Vira uma peça qualquer, cheia de historia pra contar, mas ainda assim, esquecida no fundo da gaveta.

Tudo novo, Tudo lindo. Não tinha nada que eu não gostasse.
Cabia em mim direitinho. Desde os braços no abraço até os vãos dos dedinhos.
Era encanto de "amor" recem-"comprado", recem-ganhado, recem-achado...Enfim.
Era encato.

Encanto quebrado. De principe pra sapo.
...E foi tudo, lentamente, perdendo a cor.

sábado, 3 de julho de 2010

Dançemos.

Oque explica o desencontro cruel de dois corpos que se encontram em uma mesma dança, mas giram pra lados diferentes. E a cada vez que retornam, seus pés soam em ritmos distintos. E nas mãos que se tocam, se chocam. Em um passo, um sai ferido, no próximo, fere.
Que ciranda é essa que dançamos? Que final feliz promete um encontro onde o ritmo e o compasso é individual e cada giro indica que é a vez de passar o encanto, e receber o desencanto?
O que eu poderia prometer-te, se já sabe muito bem que quando falo que me fazes bem, é somente para ver teu sorriso, fingindo que acredita, me responder que está tudo bem, e que vamos muito além, com sua cara de quem quer convencer, mas sabe que eu sei que não sabe mentir pra mim.
Qual o tempo de vida de um “amor” sem promessa, que sobrevive somente da falta de amarras e planos futuros, além do que vamos fazer no próximo sábado à noite.
A musica acabou. Meus pés não agüentam mais o peso dos sapatos cansados de tentar seguir seus passos. Busquemos outro par.

Foco

Tanta coisa mudou de lugar, mas sei la, parece estar bem do jeito que eu lembrava. Só sei que acho graça, sem saber exatamente de que.
É reconfortante ter tudo isso como um motivo pra rir. Talvez pelo simples fato de ficar feliz de não te-lo como pricipal causa das noites mal dormidas mais.
Pena que as insônias nunca vão embora de vez, só mudam de corpos, fatos, angulos ou direções. E vejam só, continuo acordando assustada no meio da madrugada, e aqueles apertos chatos que você causava, ainda existem, mas não são culpa sua, não mais.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tudo passa SIM.

O mundo da voltas, tudo passa... Quantas vezes já não ouvi isso na vida?
A maioria delas, em algum momento difícil, que em nada serviria de consolo. Pelo amor de Deus, não me venha oferecer seu ombro com mais uma frase clichê - pensava. Foda-se a volta, não queria saber que em um, dois anos ou na próxima vida até, eu estaria por cima. Queria saber que naquele momento eu precisava sumir, e não tinha vontade alguma de ver o tempo passar e observar o movimento de rotação da terra.
Mas vejam só, quer queira, quer não, ele passa. E a partir de um certo ponto, ele voa, parece pular meses, anos, e quando você se da conta, já passou tanto, que nem se lembra exatamente quanto, só lembra que passou tanto que faz graça. Rir do sufoco parece piada. Mas de fato é. Não tem nada que levante mais o ego do que poder, finalmente, achar graça nas lagrimas do passado. Sensação de página virada, mensagem entendida, perguntas respondidas, magoas superadas e maturidade acrescentada. Hora de viver aquela boa fase, curtir o êxtase do topo da montanha russa, e se preparar pro próximo inverno frio e vontade de se trancar no quarto, por que, não querendo soar pessimista, mas já soando, ele vem.

Próxima esquina

"Ontem" estava eu pensando no que seria quando crescer, e não muito diferente das outras crianças de mesma idade, sempre respondia que queria ser veterinária, modelo ou grande. Sim, simplesmente grande.
Hoje, não muito grande (Recolho-me aos meus humildes 1.60 m) e muito menos veterinária ou modelo (recolho-me, também, ao meu sobrepeso freqüente e a minha repugnância por dietas), paro e penso, me dando conta de quanto tempo já se passou, e de como a vida bate a porta e não nos damos conta.
Vejo-me hoje mais perdida do que naquele tempo, que mal sabia o que dizia, mas pelo menos tinha mais de duas respostas para dar a tal pergunta.
Hoje, se me interrogam, Sôo frio, olho pro lado e procuro um bom motivo para mudar o assunto. Belo modo de fugir do assunto que mais me angustia no memento: Futuro.
Quando não tenho como escapar, fica claro a minha relutância e angustia sobre a questão, e sempre ouço, talvez numa tentativa de consolo do "entrevistador", alguma frase quase decorada similar a "você ainda é muito jovem. Tem muito tempo pela frente."
Será? No tempo que eu sonhava em ser astronauta (modelo, veterinária ou grande) talvez tal afirmação me soasse mais sincera, mas agora, com meus 22 anos e mais de meio, não tenho tanta convicção de que ainda resta tanto tempo assim a ser desperdiçado.
Não suporto a idéia de sentar e esperar as coisas acontecerem, a vida me levar e as respostas serem deixadas em baixo da minha porta embrulhadas para presente, mas oras, o que mais posso fazer? Busco todo dia uma satisfação verdadeira em cada passo, e não acho. Talvez ainda esteja longe do que vai ser verdadeiramente “EU”, mas enquanto não ouço meu subconsciente gritar “ ta quente!", sigo assim, meio as cegas, procurando em cada rua que passo o melhor lugar pra se caminhar pra próxima esquina.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

o amanhã

Sentimento angostiante de que a vida escorre por entre as restras dos meus dedos fechados, tentando, inutilmente, impedir que qualquer gota de existência escape de meu controle.
Desato os nós do passado que me prendem e repelem a vontade de olhar pra frente e ver um amanhã muito mais claro e amplo ao alcance de meus dedos -ainda apertados.
Fico tonta com o cheiro de futuro incerto e turvo que meus olhos cerrados não conseguem enchergar claramente.

Essencial

De onde vinha o que te prendia? Onde ficou o que tu queria?
Aonde eu fui essencial, e o que era essencial que eu não fui?
Será que o essencial era simplesmente "não ser” ?