o tempo passa, a saudade cresce, e tudo a minha voltar permanece igual. mais eu já não sou igual. meu sorriso não é mais igual. minha fé não é mais igual. minha vida jamais sera igual aos dias antes de sua partida.
hoje, tudo que você amava me faz chorar.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Nada igual
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
solidão
Ah, se metade dos que eu conheço soubessem, pelo menos um quarto do que guardo. De como é falso alguns sorrisos no retrato. De como a dor ainda cersce e enrraiza no meu peito.
Sei tão bem, que o tempo passa e tudo ja é passado. Que todas as outras vidas ao meu redor continuaram. Mas me sinto caminhar sem linha reta, e ouço meu coração batendo descompasado.
Meu ar ainda se mantem escaço. Minhas esperanças de mudanças, amedontradas. E o meu medo de não vê mais nenhuma estrada me segue sozinha pela contra-mão.
Tem noites que tudo que eu quero é uma cama, um abraço, uma musica lenta, ou o seu retrato sorrindo do meu lado. Tem outras, que tudo o que tento é fingir bem, que nada houve, que ta tudo bem, que já consigo vê o mundo em outra cor. Mas não...
Me mantenho estatica e sozinha. Pois sei bem que ninguém entende, ou jamais entenderia o que nem o tempo compreende para conseguir curar.
Não tem colo que dê jeito, nem palavra que acalme. Mesmo que em alguns momentos, seja tudo que eu mais desejo.
Não tem nada que apague, nem ser algum que esvazie o vazio dessas noites.
Sei tão bem, que o tempo passa e tudo ja é passado. Que todas as outras vidas ao meu redor continuaram. Mas me sinto caminhar sem linha reta, e ouço meu coração batendo descompasado.
Meu ar ainda se mantem escaço. Minhas esperanças de mudanças, amedontradas. E o meu medo de não vê mais nenhuma estrada me segue sozinha pela contra-mão.
Tem noites que tudo que eu quero é uma cama, um abraço, uma musica lenta, ou o seu retrato sorrindo do meu lado. Tem outras, que tudo o que tento é fingir bem, que nada houve, que ta tudo bem, que já consigo vê o mundo em outra cor. Mas não...
Me mantenho estatica e sozinha. Pois sei bem que ninguém entende, ou jamais entenderia o que nem o tempo compreende para conseguir curar.
Não tem colo que dê jeito, nem palavra que acalme. Mesmo que em alguns momentos, seja tudo que eu mais desejo.
Não tem nada que apague, nem ser algum que esvazie o vazio dessas noites.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
ausência
Sabe o que eu acho que seria mais justo?
Que familias morressem juntas!
É injusto demais ter que aprender a viver com a ausência.
E como continuar a chamar de vida sem aquela outra vida, que na realidade era grande responsável de faze-la ser completa?
Depois que ele se foi, perdi no caminho o valor da mesma.
Junto com as cores e os sorrisos que ele me levou.
Junto com os sonhos que enterrei junto com ele.
junto com uma parte da minha vida, que as vezes acho que é grande demais pra que eu me sinta no direito de continuar achando que tenho uma.
Familia foi feita pra estar junta. Pra que parti-la assim, Deus? Cruelmente, e deixar os que sobram aqui, padecendo de tanta falta?
É...Tai algo que eu não aprendi na escola, nem recebi curso preparatorio.
E agora? Quem vai me ensinar a voltar, verdadeiramente, a respirar?
Sem sentir que tenho fagulhas de vidro nos pulmões?
E sem lembrar que em algum segundo, ele parou de respirar?
Quem vai me ajudar a não ver em cada dia um caminho cada vez mais longo?
Passei por tantas coisas que considerei difícil
Chorei tantas vezes achando insuportavel
E agora vejo que nenhuma delas foi simplesmente nada
Difícil é isso, acordar e ver tantos espaços vazios
Ouvir o silêncio que a ausência dele deixou
E ter que se contentar com o sorriso que ficou no porta-retrato
Difícil é ter a obrigação de continuar vivendo todos os dias como se fosse exatamente como os anteriores
É ser forte e não admitir pro mundo que a dor não passa
e que a dor faz parte de mim agora
e que metade de mim é dor e a outra se divide entre angustia e saudade
É ter que fingir que apesar de tudo, continuo feliz
Mas no fundo saber que nada mais será completo sem a parte de mim que ele levou
Talvez quando eu conseguir sentir o remédio do tempo(que eu não vi ainda fazer nenhum efeito além dos colaterais), eu consiga tirar um coelho da cartola, achar um por que em tanta dor, e ser alguém realmente melhor...
Mas enquanto isso, só acho motivos pra achar egoísta dar uma vida a outra, e tirar sem mais nem menos.
Que familias morressem juntas!
É injusto demais ter que aprender a viver com a ausência.
E como continuar a chamar de vida sem aquela outra vida, que na realidade era grande responsável de faze-la ser completa?
Depois que ele se foi, perdi no caminho o valor da mesma.
Junto com as cores e os sorrisos que ele me levou.
Junto com os sonhos que enterrei junto com ele.
junto com uma parte da minha vida, que as vezes acho que é grande demais pra que eu me sinta no direito de continuar achando que tenho uma.
Familia foi feita pra estar junta. Pra que parti-la assim, Deus? Cruelmente, e deixar os que sobram aqui, padecendo de tanta falta?
É...Tai algo que eu não aprendi na escola, nem recebi curso preparatorio.
E agora? Quem vai me ensinar a voltar, verdadeiramente, a respirar?
Sem sentir que tenho fagulhas de vidro nos pulmões?
E sem lembrar que em algum segundo, ele parou de respirar?
Quem vai me ajudar a não ver em cada dia um caminho cada vez mais longo?
Passei por tantas coisas que considerei difícil
Chorei tantas vezes achando insuportavel
E agora vejo que nenhuma delas foi simplesmente nada
Difícil é isso, acordar e ver tantos espaços vazios
Ouvir o silêncio que a ausência dele deixou
E ter que se contentar com o sorriso que ficou no porta-retrato
Difícil é ter a obrigação de continuar vivendo todos os dias como se fosse exatamente como os anteriores
É ser forte e não admitir pro mundo que a dor não passa
e que a dor faz parte de mim agora
e que metade de mim é dor e a outra se divide entre angustia e saudade
É ter que fingir que apesar de tudo, continuo feliz
Mas no fundo saber que nada mais será completo sem a parte de mim que ele levou
Talvez quando eu conseguir sentir o remédio do tempo(que eu não vi ainda fazer nenhum efeito além dos colaterais), eu consiga tirar um coelho da cartola, achar um por que em tanta dor, e ser alguém realmente melhor...
Mas enquanto isso, só acho motivos pra achar egoísta dar uma vida a outra, e tirar sem mais nem menos.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Carta para ele.
Era quase incontrolável a vontade de te dar um abraço apertado e dizer que te amo naqueles minutos que passavam das 21h, mas você estava com pressa demais.
Pressa para ir embora sem que eu pudesse presenciar a sua agonia.
Pressa para me deixar pra sempre sem deixar pra sempre na minha memória os seus olhos de dor. Quero que saiba que nunca perdoarei você por isso, ta ouvindo?
Eram 21:17 quando recebi a ligação com a noticia. Quando meu ar esqueceu de chegar ao pulmão e meu mundo caiu. Quando você, sozinho, gritava por socorro e sentia sua vida abandonar o seu corpo. Eu queria estar lá. Queria ter a oportunidade de fazer alguma coisa. A oportunidade de, pelo menos, ouvir suas ultimas palavras. A oportunidade de saber que você não morreu sozinho, na mão de desconhecidos que sabe-se la se fizeram o que eu pelo menos tentaria fazer pra impedir sua partida. Afinal, nessas horas a gente duvida de toda aquela conversa de hora certa. Sempre acredita que poderia ser diferente, se tudo fosse diferente. Mas não foi...
E agora, pai? Onde você está? O que eu faço com a vontade de te dar um beijo na testa? Com o desejo de dizer que te amo e pular em cima de você como nos velhos tempos? O que faço com as minhas manhãs vazias e com a ausência do carinho que só você sabia me dar? Eu só queria mais um tempo... Só queria a oportunidade de saber que você iria pra poder grudar nos teus braços por 24h, e estocar o teu abraço, pra que essa necessidade dele não parecesse tão insuportável em alguns momentos.
O que eu faço com o meu aniversario sem você? Com meu são joão sem você? Com minha volta pra casa sem você pra me receber e perguntar, quase como rotina, o que eu havia trazido pra comer?
-Sabe, gostaria de ter trazido algo todos os dias pra ver você feliz como nos dias que chegava com o seu chocolate preferido.
Eu nunca vou esquecer da ultima vez que te vi.
Você não me olhou nos olhos. Você não me olhou. Eu sentia que algo estava errado quando você respondeu ao meu "até amanhã pai" com um “até” curto e sem graça. Mas entra em jogo a questão de acreditar que "essas coisas" nunca acontecem com a gente, sabe? Que nada de mal aconteceria. Mas antes guardar a ausência do seu olhar nos meus sabendo que ali ainda tinham vida, mesmo que por pouco tempo, do que lembrar até meu ultimo respirar, deles sem luz e sem vida. Antes lembrar do seu sorriso maroto, do que de sua boca gelada e sem ar.
Tem dias que eu me arrependo de não ter ido te ver depois que tudo aconteceu. Me arrependo por que se tivesse o feito, poderia ter beijado a sua testa, dito que te amo...
Mas do que adianta se nada daquilo teria retorno? Se você não sentiria nem diria "eu também te amo, painho."
Fazem quase 30 dias que tudo (TUDO) ao meu redor perdeu o tom, a importância e a prioridade. Cada dia eu me dô mais conta de que não tem nada em que você não estivesse. Não tem nenhum plano que não incluísse você. Não tem vida completa se você não esta. E hoje eu vivo com a sua ausência. Tem dias que, na verdade, apenas sobrevivo. Mas é rotina certa a dor me visitar, apertar a minha garganta com força e retirar todo o meu ar a ponto de sentir pontadas no coração. A ponto de pedir pra ir junto. A ponto de achar o mundo injusto. As lagrimas também viraram companhia. Chegam sem avisar junto com a dor no peito, uma ou varias vezes ao dia. Por muito ou pouco tempo...Mas vem. Agora por exemplo, tudo isso esta aqui, sentado do meu lado, vendo eu desabafar pro vento.
domingo, 29 de maio de 2011
a feliz falta de inspiração
Acho que a inspiração foge quando as coisas ruins vão embora!
Mesmo que, no meu mundo pessoal, os altos e baixos se difundem durante o dia, e o humor se altere bruscamente, a dor já não domina mais o meu estado freqüente de espírito. A inspiração, porem, abandonou os meus neorônios cruelmente. Sem cartas ou aviso prévio, foi-se.
É triste que escrever sobre coisas boas não atraiam tanto quanto quando expomos em linhas cada centímetro de dor, cada aperto nas artérias e cada vez que falta chão e ar...
Mas, o lado positivo de tudo isso, é poder olhar pras datas antigas disso aqui, pras lembranças empoeiradas e ter certeza que cada dia mais fico distante dos dias negros e sóbrios em que minha vida andava sem...Vida. Ter a certeza de que a tempestade cedeu, que o sol abriu, e que daqui pra frente, só quero dias claros, noites estreladas, vitorias e pouquíssima vontade de voltar aqui com inspiração para desabafar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
.
"- Will Hunting: Eu sai com uma garota.
- Sean Maguire: Você ligou para ela?- Will Hunting: Não.
- Sean Maguire: Por que não?- Will Hunting: Ela é tão perfeita da maneira que eu a conheço que tenho medo de conhece-la mais e ela deixar de ser perfeita.
- Sean Maguire: Nenhuma mulher tem que ser perfeita, a atração entre vocês tem que ser."
- Sean Maguire: Você ligou para ela?- Will Hunting: Não.
- Sean Maguire: Por que não?- Will Hunting: Ela é tão perfeita da maneira que eu a conheço que tenho medo de conhece-la mais e ela deixar de ser perfeita.
- Sean Maguire: Nenhuma mulher tem que ser perfeita, a atração entre vocês tem que ser."
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Retrospectiva cafona e atrasada
Essa retrospectiva, um tanto clichê e ultrapassada, deveria ter acontecido no final do ano passado, mas devido aos contra tempos "interneticos", aqui estou, 7 dias depois, postando só para não estragar o que já estava escrito, esperando ansioso por publicação.
Um bom modo de começar a resumir 2010 seria citar Deus. Sim, esse foi um ano onde eu pude focar muito o meu lado espiritual. Talvez não do modo como eu gostaria, mas de um modo que já me fez um bem enorme. Sinto que me tornei alguém melhor, evolui, consertei alguns erros, e antes disso, reconheci-os. Sei que saio deste ano nova, pronta pra muitas coisas das quais eu ainda não sentia firmeza o bastante para enfrentar.
Um bom modo de começar a resumir 2010 seria citar Deus. Sim, esse foi um ano onde eu pude focar muito o meu lado espiritual. Talvez não do modo como eu gostaria, mas de um modo que já me fez um bem enorme. Sinto que me tornei alguém melhor, evolui, consertei alguns erros, e antes disso, reconheci-os. Sei que saio deste ano nova, pronta pra muitas coisas das quais eu ainda não sentia firmeza o bastante para enfrentar.
2010 pôde me tornar alguém melhor, espiritualmente e interiormente. Fazer o certo parece ter se tornado tão importante quanto nunca. E na verdade isso não tem sido algo que tem me agradado de todo. Pessoas boas normalmente não são amáveis, valorizadas e são facilmente feitar de besta. Isso também foi algo muito forte neste ano.
Muita gente entrou na minha vida, infelizmente. Já que no final, praticamente todas saíram, deixando gostos amargos, na maioria. Percebi que o mundo é nojento. As pessoas são egoístas e sem escrúpulos, e que o tempo muda muita coisa. Cheguei ao fim desses 12 meses mais fechada do que nunca, evitando ao maximo vínculos e novos contatos. O medo de ter mais um na lista de decepções, que devo citar ter sido imensa, realmente me deixou na defensiva. Alguém chegou a me dizer, que eu tenho uma barreira quase invisível diante do corpo, que eu reajo ao toque e abraços como se fossem choques, que eu sou fria com as palavras e que as evito, até. Que não respondo a gestos ou frases de carinho, e que normalmente minha resposta é um sorriso, nem sempre sincero ou uma palavra que corte qualquer clima de jogação de pétalas (normalmente falsa)
Foi um modo curto e grosso de me definir nos últimos tempos. Me tornei alguém receosa e fria, de um jeito que nunca fui. Mas crescer é assim mesmo, passamos a ficar na defensiva a cada tapa na cara, e no meu caso, estou de armadura até os dentes.
Sinto, até, que não tenha o feito antes. Antes desse ano torna-se recorde em má escolhas e decepções. De má pessoas e sentimentos vazios e mentirosos. Saio dele, realmente com uma lição: Pessoas boas não existem e as que existem, sofrem por assim serem. Você também não pode ser bom. Desconfie dos que sejam. No fundo, todos são egoístas, e querem receber muito mais do que dar (ou não dar).
Percebi que pior do que os que mostram que não merecem total confiança, são as pessoas que mostram que merecem. Mascaras de anjos são perigosas. Quem fala muito, pouco faz.
Pedi muito a Deus, para que em 2012 eu consiga seguir a regra da oferta e da procura, e ter um pouco mais de maldade no coração. Que eu confie menos nos que chegam, e sinta menos pelos que vão. Que eu me acostume e espere que decepções existam, e que despedidas serão sempre necessárias. Quero aprender a me preocupar mais comigo, a ser mais egoísta, e me importar menos com os sentimentos alheios. Afinal, ninguém vai se importar com o meu. Me torno uma pessoa difícil de conviver simplesmente pelo fato de dar tanto e esperar tanto dos que me rodeiam. Regra: Dar e receber. Dar pra receber.
A realidade é que esse é o mundo em que vivemos.
Meu mundo realmente terminou bem fechado para visitas, e proibido para estadias fixas. Limitei as senhas de entrada, e o prazo de validade.
Vi sai muita gente de perto, vi se aproximar poucas. E espero de coração, que as poucas que virarem o ano por perto, permaneçam, e mereçam a confiança que deposito, pouco a pouco, dia a dia. Mas que se não merecerem, que vá embora sem dor, sem mais dramatizações e perdas de tempo.
Me senti muito só. Nunca fui acostumada a contar nos dedos de uma única mão as opções de pessoas pra sair, pra conversar, pra passar um domingo, ou telefonar. E agora eu conto, deixando até sobrar dedos. Mas apesar de sentir-me só, tive a certeza de que Deus ouviu o meu pedido no fim de 2009, de tirar de perto todas as pessoas que não merecessem, que não me acrescentassem, que não fosse pra estar ali por vontade dele. Que não me amassem de verdade. E ele o fez. Doeu, mas o fez.
E agora acredito que re-começo um novo ciclo, ciclo de planos, de desejos, de amigos....
E não por ser fim de um ano e começo do outro, datas não modificam a sequência dos fatos. E sim por saber que em mim, é assim que acontece. Passei pela fase da perca e das lagrimas, e agora estou reconstruindo meu coração, com os rostinhos que merecem estar ali.
No setor sentimental, foi um ano nulo. Um ano onde vi meu coração parecer ainda mais intocável. Encantos que passaram, sem deixar nem mesmo uma pequena marca. Meu foco realmente foi muito destinto, e em nenhum momento eu quis me apaixonar. Talvez agora, nesses poucos dias que antecedem a virada, eu esteja começando a sentir saudade de ter alguém pra quem dar a mão, sabe? E quem sabe, esse ponto não se fortifique nos próximos meses. Faz realmente falta ter algo para sentir. Alguém por quem sentir. Mas a falta de pessoas que mostrem algo interessante que va além da carcaça realmente me faz simplesmente deixar rolar. Estou completamente enjoada de relações frívolas e impessoais. Beijos por beijos não me fazem falta. Sentimentos verdadeiros, talvez. Na falta desses, fico sem nada. Até pq relações de uma noite não me acrescentam e nem me tornam alguém melhor no outro dia. Muito pelo contrario. Tenho até sentido repulsa das mesmas.
Sabe, esses 12 meses foram muito bem usados. Mesmo que, na pratica, nada pareça deste modo, mas tenho certeza de que foi muito importante para por os planos no papel. Desenhei e arquitetei muita coisa. Tracei meu destino, meus sonhos e meus desejos. Decidi, acima de tudo, já que essa era a minha maior busca, e a mais dolorida também. E agora é so ir em frente, buscar o meu lugar, por que eu tenho certeza que capaz eu sou, só me falta foco.
2012 espero que seja mais voltado para tirar do papel, correr atrás, mudanças concretas e verdadeiras na pratica, e n apenas interiormente.
Acima de tudo quero pedir a Deus que nesse novo ano, me dê forças para cumprir meus 10 objetivos feitos em 2010, que na grande maioria, não foram alcançados, mas com certeza caminhei, passo a passo, para todos, ficando perto ou não, continuo buscando-os. E o mais importante para mim é que ele nunca me deixe desistir de mim.
Levo, desse ano, muitas magoas, marcas, feridas abertas até. Mas, aprendendo a olhar o lado positivo de tudo isso a aprendendo que todo mal trás o bem do auto-crescimente e conhecimento, saio dele feliz, por saber que ao menos sou alguém mais madura e pronta pro que tiver de vim. E seja o que Deus quiser.
Livrai-me de todo mal, amém.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A ausência.
A verdade é que tenho andando cheias de ausências, mesmo que evite quase sempre de admiti-las....
Ausências de alguém do lado nas filas imensas que enfrento no banco.
Ausência de alguém pra ficar deitado nos domingos intermináveis.
Ausência de ligações infundadas no meio da madrugada pra dar um boa noite.
ausência de uma voz que me faça estremecer e nem ligar por ser acordada;
de um sorriso que rime com o meu como musica, e que, automaticamente, sorrindo, me faça sorrir também.
Ausência de esperas. De frios na barriga e de duvidas gostosas.
ausências do querer, do lutar, do buscar, do conquistar.
ausência de dedos, de encaixes, de mãos suadas, mas ainda assim, inseparáveis.
ausências de pés nos pés, de beijo na ponta do nariz e de abraços com mais de 30 segundos
Ausência de esperas, de contagem regressiva, de saudade, de vindas e partidas.
Ausência das horas na frente do espelho, do desperdiço de pó compacto e batom que logo será retirado.
Ausência dos cinemas no fim da tarde e da pipoca no sofá de casa.
Ausência de fotos felizes. De ver o amor estampado e congelado, fingindo ser eterno.
ausência de medo de perder. De cuidado. De palavras verdadeiras, sentimentos e reciprocidades.
Ausência de sentir. Sentir algo mais, algo que dê aos meus dias um gosto a mais de acordar e pentear o cabelo animada.
São tantas ausências que me obrigo a parar. Antes que não consiga parar nunca mais de citar...
Antes que eu não consiga parar nunca mais de sentir essa ausência do sentir.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
As dores e os desencontros valem apena quando achamos a felicidade.
se apaixonar....Sentimento que cedo ou tarde bate a porta até do mais duro dos corações, na verdade nunca vem sem avisar. É como doença, que manda mensagens pouco significativa, tipo o parente distante, que envia uma carta pequena avisando da provavel chegada, normalmente ignorada pelo receptor. E quando chega, sente-se despreparado para receber, confuso e atordoado. Não sabe o que se passa, ou finge, por que a verdade é que todos sabemos bem como tudo acontece, as mudanças climaticas no estomago, e a alternância frequênte dos ritmos cardiacos. Os sorrisos largos pré encontro, mesmo que esse encontro não seja necessariamente a dois. Aquelas falas decoradas na frente do espelho, e o sentimento de volta a 2ª serie, sabe? O medo de fazer tudo errado, e muitas vezes, o fazer tudo errado. As mãos que tremem a presença, a anciedade pela chegada, a tristeza pela partida, a espera pela volta. A graça que tudo e todos ao redor parece perder. Os olhos que so vêem a frente uma unica possibilidade: Ele/ela. Mas apesar de tudo isso ser quase universal e de passarmos por tal situação centenas de vezes em vida, ainda é dificil admitir, realmente, estar apaixonado.
Na verdade, não entendo o sentido em negar e renegar um sentimento tão bem vindo, lindo, que enche de cores o amanhecer de qualquer um. Exeto pelo fato do medo da não reciprocidade, que convenhamos, sem querer ser pouco otimista, tem indices altissimos. O desencontro é frequente, e parece que bem mais comum do que o encontro de dedos e planos. Esse fato comprovado deixa algo tão especial a beira de ultrapassar a linha que divide o lindo do tenebroso. Nunca se sabe se deve-se ficar feliz com as borboletas, ou sair correndo pra bem longe.
As vezes me pego tentando entender que fator biológico, social ou seja la o que for, explica o nivel elevadissimo de rejeição da paixão pelo seu alvo de desejo. É nessa hora que se enquadra perfeitamente o poema de Carlos Drummond que diz "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amavaJoaquim que amava Lili que não amava ninguém." . E dizem por ai, que feliz era Lili, que era amada e não sofria.
Mas devo descordar. Não em numero genero e grau, já que desconheço até hoje uma dor maior do que ver seu alvo de desejo desejando outra pessoa. Mas não posso considerar feliz aquele que tem o poder e o azar de não amar ninguém. Amar é maguico, necessario e unico. Vivemos uma vida esperando um amor. Sorte aqueles que o acham, mesmo que nos enrolemos milhares de vezes nos nós cegos dessa busca, e nós deparemos com milhares de rejeições e desencontro. Milhares de noites mal dormidas e lagrimas no travesseiro. Milhares de semanas de cara enchada achando que o mundo não faz sentido algum...Para que possamos descobrir mais a frente que faz, e que outra pessoa virá, talvez para virar tudo de ponta a cabeça mais uma vez, mas uma hora, a certa chega, os olhares se encontram, e ai sim podemos dizer que finalmente fomos felizes de verdade, pelo menos enquanto o tempo e a vida nós permitir... Seja esse tempo longo ou curto, o que importa é saber aproveitar cada segundo de recompensa pela árdua espera que Deus te deu.
Na verdade, não entendo o sentido em negar e renegar um sentimento tão bem vindo, lindo, que enche de cores o amanhecer de qualquer um. Exeto pelo fato do medo da não reciprocidade, que convenhamos, sem querer ser pouco otimista, tem indices altissimos. O desencontro é frequente, e parece que bem mais comum do que o encontro de dedos e planos. Esse fato comprovado deixa algo tão especial a beira de ultrapassar a linha que divide o lindo do tenebroso. Nunca se sabe se deve-se ficar feliz com as borboletas, ou sair correndo pra bem longe.
As vezes me pego tentando entender que fator biológico, social ou seja la o que for, explica o nivel elevadissimo de rejeição da paixão pelo seu alvo de desejo. É nessa hora que se enquadra perfeitamente o poema de Carlos Drummond que diz "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amavaJoaquim que amava Lili que não amava ninguém." . E dizem por ai, que feliz era Lili, que era amada e não sofria.
Mas devo descordar. Não em numero genero e grau, já que desconheço até hoje uma dor maior do que ver seu alvo de desejo desejando outra pessoa. Mas não posso considerar feliz aquele que tem o poder e o azar de não amar ninguém. Amar é maguico, necessario e unico. Vivemos uma vida esperando um amor. Sorte aqueles que o acham, mesmo que nos enrolemos milhares de vezes nos nós cegos dessa busca, e nós deparemos com milhares de rejeições e desencontro. Milhares de noites mal dormidas e lagrimas no travesseiro. Milhares de semanas de cara enchada achando que o mundo não faz sentido algum...Para que possamos descobrir mais a frente que faz, e que outra pessoa virá, talvez para virar tudo de ponta a cabeça mais uma vez, mas uma hora, a certa chega, os olhares se encontram, e ai sim podemos dizer que finalmente fomos felizes de verdade, pelo menos enquanto o tempo e a vida nós permitir... Seja esse tempo longo ou curto, o que importa é saber aproveitar cada segundo de recompensa pela árdua espera que Deus te deu.
Uma triste realidade
H: - Oi.
M: - Oi.
H: - Eu estava te olhando de longe… Você vem sempre aqui?
M: - Só quando eu estou com vontade de fazer xixi. Quem te deixou entrar no banheiro das mulheres?
H: - Entrei escondido queria falar com você.
M: - Não podia esperar eu terminar primeiro?
H: - É que eu sou muito ansioso…Não é sempre que se encontra a mulher da nossa vida numa festa de formatura.
M: - Mulher da vida de quem?
H: - Da minha vida.
M: - Que espécie de maluco é você?
H: - O homem da sua vida!
M: - Como é que é?
H: - Sou o cara que nasceu pra casar e ter filhos com você.
M: - Essa é a sua melhor cantada?
H: - É sério… vamos conversar.
M: - Quer fazer o favor de fechar essa porta? Eu ainda não terminei.
H: - Desculpe. Um homem sabe quando avistou a mulher ideal. Geralmente ela é bonita, sexy, tem gostos refinados e inteligência suficiente para ignorar suas gracinhas. É fina, detesta vulgaridades.
M: - Me deixa vomitar em paz?
H: - Achei que você só estivesse apertada.
M: - O que eu faço no banheiro não é da sua conta.
H: - Eu me importo com você.
M: - Socorro, tem um homem aqui dentro.
H: - Psiuuuuu, não grita, eu só quero saber seu nome.
M: - Eu to bêbada demais pra saber meu nome.
H: - Também estou um pouco tonto, confesso. Viu como a gente combina?
M: - Sai daqui e fecha essa porta antes que eu te jogue esse balde de lixo na cabeça.
H: - Algumas pessoas passam a vida toda procurando por um amor perfeito. Alguém que te complete e ajude no que for preciso, faça companhia em todos os momentos.
M: - Cara, como você é chato.
H: - Melhorou?
M: - Não acredito que você me assistiu fazendo aquilo.
H: - Foi a coisa mais linda que eu já vi.
M: - Acorda, seu idiota. Eu botei um pão de batata pra fora.
H: - Eu também adoro pão de batata com tequila.
M: - Espirrou em você, seu porco.
H: - Eu não ligo. Seu vômito é o meu vômito.
M: - O que eu fiz pra merecer um maluco desses atrás de mim?
H: - Tem coisas que só o destino pode explicar.
M: - De que planeta você veio? Larga do meu pé, chulé.
H: - Só você não percebeu que isso tudo não foi por acaso.
M: - Você me seguiu, eu pedi ajuda, ninguém te tirou do banheiro, eu te dei um banho de bolo de chocolate e cerveja.
H: - Nosso primeiro encontro…
M: - Nada disso é um encontro. Sai da minha frente.
H: - Não posso abandonar a mulher da minha vida.
M: - Que papo é esse? Deixa-me ver o que colocaram no seu whisky?
H: - É sério, nunca ouviu falar nisso?
M: - Whisky com bolinha alucinógena? É claro que sim. Nunca aceite o copo de um estranho.
H: - Nós somos o casal ideal. Nascemos um pro outro. Sabe quais são as chances disso acontecer numa festa de formatura? Uma em cada 150 milhões.
M: - Bem menores do que as chances de eu te dar uma porrada.
H: - Você não faria isso com seu futuro marido.
M: - Vamos do começo… Um: eu já tenho namorado. Dois: você não faz meu tipo. Três: isso não é uma festa de formatura. É a festa de 15 anos da Maria de Fátima. O segredo da relação perfeita está na identificação de sua alma gêmea. Geralmente ela é loira, alta e tem um piercing no nariz. Pode também não ser nada disso. Não importa. O grande lance é perceber se essa alma combina com a sua, tem gostos iguais, beijo bom e, de preferência,um cabelo sem gel.
H: - Quer apostar que nós nascemos um pro outro?
M: - Ridículo… vou ficar com peso na consciência.
H: - Por que não tenta? Fala uma cor.
M: - Preto.
H: - A ausência de todas as cores… A minha preferida também.
M: - Que bobagem.
H: - Um filme?
M: - “101 Dálmatas”.
H: - O mesmo que o meu… Quer prova mais definitiva?
M: - Eu nunca vi esse filme na minha vida.
H: - Roubar não vale.
M - Que papinho mais furado… Se toca, eu não fui com a sua cara.
H: - Última chance. Fala uma música.
M: - Ai que saco… Qualquer uma do Daniel.
H: - Daniel? Tem certeza?
M: - Absoluta.
H: - Então você tem razão… minha mulher ideal não gosta de música sertaneja.
M: - É mesmo? E que som ela curte?
H: - Rock, alguma coisa de Jazz… dependendo do dia, MPB.
M: - O que tem de errado com Leandro e Leonardo, KLB, é o Tchan?
H: - Nada, só não é mulher pra mim. De qualquer forma, foi um prazer. Todo mundo erra. Quem nunca pensou ter encontrado o grande amor e depois descobriu que ele roncava, tinha caspa e não era muito chegado a banho no inverno? Se fosse fácil não teria graça. O importante é não desanimar, e não foi dessa vez, partir pra outra. Tente declamar seu poema predileto em praça pública e espere alguém completá-lo. Se ninguém se manifestar, saia correndo. Podem ter chamado a polícia.
M: - Espera.
H: - O que foi?
M: - Eu também gosto de MPB. Minha mãe ouve Chico Buarque o dia inteiro. Tecnicamente, se eu estou em casa, também ouço.
H: - Não sei… Acho que foi um engano.
M: - Como você pode saber?
H: - Olhando bem..você é mais alta do que eu imaginava. A mulher da minha vida tem 1,60 de altura. Foi um prazer.
M: - Espera, eu estou de salto. Olha só… fiquei mais baixa.
H: - Você não tem nada a ver comigo.
M: - Tenho sim.
H: - Que interesse repentino pela minha pessoa… Até um minuto atrás você queria que eu fosse embora.
M: - Também não sei o que me deu.
H: - Você tomou do meu whisky, foi isso?
M: - Não… quer dizer, não lembro.
H: - Cadê seu namorado?
M: - Está na minha frente, com uma coisa esquisita na camisa…
H: - Que nojo… o que mais você comeu, hein?
M: - Miojo, antes de sair de casa.
H: - Eu não posso ser seu namorado, você já tem um.
M: - Eu menti.
H: - Só pra me dar o fora? Conseguiu. Tchau.
M: - Volta aqui, meu amor. Pega uma vodka pra mim.
H: - Sai de perto de mim, sua louca.
M: - Só saio daqui casada.
H: - Socorro.
M: - Achei o homem da minha vida!
Luís Fernando Veríssimo.
.
M: - Oi.
H: - Eu estava te olhando de longe… Você vem sempre aqui?
M: - Só quando eu estou com vontade de fazer xixi. Quem te deixou entrar no banheiro das mulheres?
H: - Entrei escondido queria falar com você.
M: - Não podia esperar eu terminar primeiro?
H: - É que eu sou muito ansioso…Não é sempre que se encontra a mulher da nossa vida numa festa de formatura.
M: - Mulher da vida de quem?
H: - Da minha vida.
M: - Que espécie de maluco é você?
H: - O homem da sua vida!
M: - Como é que é?
H: - Sou o cara que nasceu pra casar e ter filhos com você.
M: - Essa é a sua melhor cantada?
H: - É sério… vamos conversar.
M: - Quer fazer o favor de fechar essa porta? Eu ainda não terminei.
H: - Desculpe. Um homem sabe quando avistou a mulher ideal. Geralmente ela é bonita, sexy, tem gostos refinados e inteligência suficiente para ignorar suas gracinhas. É fina, detesta vulgaridades.
M: - Me deixa vomitar em paz?
H: - Achei que você só estivesse apertada.
M: - O que eu faço no banheiro não é da sua conta.
H: - Eu me importo com você.
M: - Socorro, tem um homem aqui dentro.
H: - Psiuuuuu, não grita, eu só quero saber seu nome.
M: - Eu to bêbada demais pra saber meu nome.
H: - Também estou um pouco tonto, confesso. Viu como a gente combina?
M: - Sai daqui e fecha essa porta antes que eu te jogue esse balde de lixo na cabeça.
H: - Algumas pessoas passam a vida toda procurando por um amor perfeito. Alguém que te complete e ajude no que for preciso, faça companhia em todos os momentos.
M: - Cara, como você é chato.
H: - Melhorou?
M: - Não acredito que você me assistiu fazendo aquilo.
H: - Foi a coisa mais linda que eu já vi.
M: - Acorda, seu idiota. Eu botei um pão de batata pra fora.
H: - Eu também adoro pão de batata com tequila.
M: - Espirrou em você, seu porco.
H: - Eu não ligo. Seu vômito é o meu vômito.
M: - O que eu fiz pra merecer um maluco desses atrás de mim?
H: - Tem coisas que só o destino pode explicar.
M: - De que planeta você veio? Larga do meu pé, chulé.
H: - Só você não percebeu que isso tudo não foi por acaso.
M: - Você me seguiu, eu pedi ajuda, ninguém te tirou do banheiro, eu te dei um banho de bolo de chocolate e cerveja.
H: - Nosso primeiro encontro…
M: - Nada disso é um encontro. Sai da minha frente.
H: - Não posso abandonar a mulher da minha vida.
M: - Que papo é esse? Deixa-me ver o que colocaram no seu whisky?
H: - É sério, nunca ouviu falar nisso?
M: - Whisky com bolinha alucinógena? É claro que sim. Nunca aceite o copo de um estranho.
H: - Nós somos o casal ideal. Nascemos um pro outro. Sabe quais são as chances disso acontecer numa festa de formatura? Uma em cada 150 milhões.
M: - Bem menores do que as chances de eu te dar uma porrada.
H: - Você não faria isso com seu futuro marido.
M: - Vamos do começo… Um: eu já tenho namorado. Dois: você não faz meu tipo. Três: isso não é uma festa de formatura. É a festa de 15 anos da Maria de Fátima. O segredo da relação perfeita está na identificação de sua alma gêmea. Geralmente ela é loira, alta e tem um piercing no nariz. Pode também não ser nada disso. Não importa. O grande lance é perceber se essa alma combina com a sua, tem gostos iguais, beijo bom e, de preferência,um cabelo sem gel.
H: - Quer apostar que nós nascemos um pro outro?
M: - Ridículo… vou ficar com peso na consciência.
H: - Por que não tenta? Fala uma cor.
M: - Preto.
H: - A ausência de todas as cores… A minha preferida também.
M: - Que bobagem.
H: - Um filme?
M: - “101 Dálmatas”.
H: - O mesmo que o meu… Quer prova mais definitiva?
M: - Eu nunca vi esse filme na minha vida.
H: - Roubar não vale.
M - Que papinho mais furado… Se toca, eu não fui com a sua cara.
H: - Última chance. Fala uma música.
M: - Ai que saco… Qualquer uma do Daniel.
H: - Daniel? Tem certeza?
M: - Absoluta.
H: - Então você tem razão… minha mulher ideal não gosta de música sertaneja.
M: - É mesmo? E que som ela curte?
H: - Rock, alguma coisa de Jazz… dependendo do dia, MPB.
M: - O que tem de errado com Leandro e Leonardo, KLB, é o Tchan?
H: - Nada, só não é mulher pra mim. De qualquer forma, foi um prazer. Todo mundo erra. Quem nunca pensou ter encontrado o grande amor e depois descobriu que ele roncava, tinha caspa e não era muito chegado a banho no inverno? Se fosse fácil não teria graça. O importante é não desanimar, e não foi dessa vez, partir pra outra. Tente declamar seu poema predileto em praça pública e espere alguém completá-lo. Se ninguém se manifestar, saia correndo. Podem ter chamado a polícia.
M: - Espera.
H: - O que foi?
M: - Eu também gosto de MPB. Minha mãe ouve Chico Buarque o dia inteiro. Tecnicamente, se eu estou em casa, também ouço.
H: - Não sei… Acho que foi um engano.
M: - Como você pode saber?
H: - Olhando bem..você é mais alta do que eu imaginava. A mulher da minha vida tem 1,60 de altura. Foi um prazer.
M: - Espera, eu estou de salto. Olha só… fiquei mais baixa.
H: - Você não tem nada a ver comigo.
M: - Tenho sim.
H: - Que interesse repentino pela minha pessoa… Até um minuto atrás você queria que eu fosse embora.
M: - Também não sei o que me deu.
H: - Você tomou do meu whisky, foi isso?
M: - Não… quer dizer, não lembro.
H: - Cadê seu namorado?
M: - Está na minha frente, com uma coisa esquisita na camisa…
H: - Que nojo… o que mais você comeu, hein?
M: - Miojo, antes de sair de casa.
H: - Eu não posso ser seu namorado, você já tem um.
M: - Eu menti.
H: - Só pra me dar o fora? Conseguiu. Tchau.
M: - Volta aqui, meu amor. Pega uma vodka pra mim.
H: - Sai de perto de mim, sua louca.
M: - Só saio daqui casada.
H: - Socorro.
M: - Achei o homem da minha vida!
Luís Fernando Veríssimo.
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