terça-feira, 20 de março de 2012

Para que serve uma relação?

"Uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil".
Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom, e merece ser desenvolvido. 
Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração.Uma armadilha.
Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo, enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio, sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada uma pessoa bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro, quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

Dr. Drauzio Varela

sexta-feira, 9 de março de 2012

No One's Better Sake


One thought has me turning back
a dozen point the other way
We act upon desire
to each a hand for hire
and patience isn't worth the wait

You've got knives in your eyes
You would be happy not to change your mind
I can't defend you truly
When I worry about smoke instead of putting out the fire

And if we work it out
Chances abound
We'd be standing our ground
For no one's better sake
(better say) goodbye

What are we waiting for? (x6)

Hum... What are we waiting for?

How faint might that light become
in focus but at miles away?
Although my position
just gives you an ignition
be certain that I know my praise

So is this how it ends?
Oh with a whimper in the place of a bang
I can't defend you truly
When I worry about smoke instead of putting out the fire

And if we work it out
chances abound
we'd be standing our ground
For no one's better sake
(better say) goodbye

We would be friends
if we tried again
I'll take second place
just to end the race
for no one's better sake
(better say) goodbye.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Talvez

Um dia talvez ele entenda o quanto essa distração me doi. O quanto um detalhe ou uma simples ausência de atitude me corroi (...)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

tudo (in)certo.

Tenho (quase) tudo como pedi, e ainda assim, acho mil motivos para pensar que tudo está tão errado. Tão ausente.
acho mil ausências. Mil espaços em branco no meio de tantos coloridos.
Acho mil vontades de jogar tudo pro algo, recomeçar, pedir denovo e fazer mil rezas para que seja tudo igual, porem, tudo diferente.

sábado, 7 de janeiro de 2012

a vida

A verdade é que não somos nada!
Não passamos de piadas divinas
de sopro de vento
de pó...
somos nós hoje
e amanhã não somos nada
somos pó
somos um ultimo respirar
e a ausência de vida
e agora, tudo o que formos
todos os sorrisos e gestos nossos
todo o timbre da nossa voz
toda vontade de comer algo estranho pela manhã
todas as caracteristicas que ninguém mais carrega
não é mais nada além de passado
não é nem sequer, um pulsar
e a comida estranha apodrece na geladeira
a escova de dente, no armario
e as sandalias que não cabem tão bem em mais ninguém, esperaram o tempo desintegra-las
assim como desintegra a nós...
é tudo uma piada
piada pouco engraçada
mas doce enquanto dura.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012

Em 2012 eu quero paz.
é, paz. Paz emocional, paz sentimental....Paz.
E quero longe qualquer coisa que pertube minha paz.
Quero foco profissional, só profissional! Quero sonhar grande e correr atrás de ser grande.
E quero longe qualquer coisa que perturbe meu foco.
Em 2012 eu quero mais colo, mais abraços, mais pessoas.
Quero de volta os que em 2011 deixei ficar longe.
Quero amigos e conversas no telefone.
Em 2012 quero paciência.
Toda aquela que 2011 me roubou.
Quero um pavio novinho e 3 vezes mais do que o anterior, por favor.
Em 2012 quero fé!
Quero fé e crença!
toda essa que se foi com a partida mais dolorosa de toda a minha vida.
quero o Deus no coração que 2011 me levou.
em 2012 quero amor.
amor sem magoas, sem marcas, sem lagrimas e sem barreiras.
amor sem fronteiras, sem dor de cabeça. Amor novo, mesmo que seja antigo.
Amor renovado a cada dia. amor mais forte e mais amor.

em 2012 eu quero como nunca, que tudo se renove. Somente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nada igual

o tempo passa, a saudade cresce, e tudo a minha voltar permanece igual. mais eu já não sou igual. meu sorriso não é mais igual. minha fé não é mais igual. minha vida jamais sera igual aos dias antes de sua partida.
hoje, tudo que você amava me faz chorar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

solidão

Ah, se metade dos que eu conheço soubessem, pelo menos um quarto do que guardo. De como é falso alguns sorrisos no retrato. De como a dor ainda cersce e enrraiza no meu peito.

Sei tão bem, que o tempo passa e tudo ja é passado. Que todas as outras vidas ao meu redor continuaram. Mas me sinto caminhar sem linha reta, e ouço meu coração batendo descompasado.

Meu ar ainda se mantem escaço. Minhas esperanças de mudanças, amedontradas. E o meu medo de não vê mais nenhuma estrada me segue sozinha pela contra-mão.

Tem noites que tudo que eu quero é uma cama, um abraço, uma musica lenta, ou o seu retrato sorrindo do meu lado. Tem outras, que tudo o que tento é fingir bem, que nada houve, que ta tudo bem, que já consigo vê o mundo em outra cor. Mas não...

Me mantenho estatica e sozinha. Pois sei bem que ninguém entende, ou jamais entenderia o que nem o tempo compreende para conseguir curar.

Não tem colo que dê jeito, nem palavra que acalme. Mesmo que em alguns momentos, seja tudo que eu mais desejo.
Não tem nada que apague, nem ser algum que esvazie o vazio dessas noites.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ausência

Sabe o que eu acho que seria mais justo?
Que familias morressem juntas!
É injusto demais ter que aprender a viver com a ausência.
E como continuar a chamar de vida sem aquela outra vida, que na realidade era grande responsável de faze-la ser completa?

Depois que ele se foi, perdi no caminho o valor da mesma.
Junto com as cores e os sorrisos que ele me levou.
Junto com os sonhos que enterrei junto com ele.
junto com uma parte da minha vida, que as vezes acho que é grande demais pra que eu me sinta no direito de continuar achando que tenho uma.
Familia foi feita pra estar junta. Pra que parti-la assim, Deus? Cruelmente, e deixar os que sobram aqui, padecendo de tanta falta?

É...Tai algo que eu não aprendi na escola, nem recebi curso preparatorio.
E agora? Quem vai me ensinar a voltar, verdadeiramente, a respirar?
Sem sentir que tenho fagulhas de vidro nos pulmões?
E sem lembrar que em algum segundo, ele parou de respirar?
Quem vai me ajudar a não ver em cada dia um caminho cada vez mais longo?

Passei por tantas coisas que considerei difícil
Chorei tantas vezes achando insuportavel
E agora vejo que nenhuma delas foi simplesmente nada
Difícil é isso, acordar e ver tantos espaços vazios
Ouvir o silêncio que a ausência dele deixou
E ter que se contentar com o sorriso que ficou no porta-retrato
Difícil é ter a obrigação de continuar vivendo todos os dias como se fosse exatamente como os anteriores
É ser forte e não admitir pro mundo que a dor não passa
e que a dor faz parte de mim agora
e que metade de mim é dor e a outra se divide entre angustia e saudade
É ter que fingir que apesar de tudo, continuo feliz
Mas no fundo saber que nada mais será completo sem a parte de mim que ele levou
Talvez quando eu conseguir sentir o remédio do tempo(que eu não vi ainda fazer nenhum efeito além dos colaterais), eu consiga tirar um coelho da cartola, achar um por que em tanta dor, e ser alguém realmente melhor...
Mas enquanto isso, só acho motivos pra achar egoísta dar uma vida a outra, e tirar sem mais nem menos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Carta para ele.

Era quase incontrolável a vontade de te dar um abraço apertado e dizer que te amo naqueles minutos que passavam das 21h, mas você estava com pressa demais.
Pressa para ir embora sem que eu pudesse presenciar a sua agonia.
Pressa para me deixar pra sempre sem deixar pra sempre na minha memória os seus olhos de dor. Quero que saiba que nunca perdoarei você por isso, ta ouvindo?
Eram 21:17 quando recebi a ligação com a noticia. Quando meu ar esqueceu de chegar ao pulmão e meu mundo caiu. Quando você, sozinho, gritava por socorro e sentia sua vida abandonar o seu corpo. Eu queria estar lá. Queria ter a oportunidade de fazer alguma coisa. A oportunidade de, pelo menos, ouvir suas ultimas palavras. A oportunidade de saber que você não morreu sozinho, na mão de desconhecidos que sabe-se la se fizeram o que eu pelo menos tentaria fazer pra impedir sua partida. Afinal, nessas horas a gente duvida de toda aquela conversa de hora certa. Sempre acredita que poderia ser diferente, se tudo fosse diferente. Mas não foi...
E agora, pai? Onde você está? O que eu faço com a vontade de te dar um beijo na testa? Com o desejo de dizer que te amo e pular em cima de você como nos velhos tempos? O que faço com as minhas manhãs vazias e com a ausência do carinho que só você sabia me dar? Eu só queria mais um tempo... Só queria a oportunidade de saber que você iria pra poder grudar nos teus braços por 24h, e estocar o teu abraço, pra que essa necessidade dele não parecesse tão insuportável em alguns momentos.
O que eu faço com o meu aniversario sem você? Com meu são joão sem você? Com minha volta pra casa sem você pra me receber e perguntar, quase como rotina, o que eu havia trazido pra comer?
-Sabe, gostaria de ter trazido algo todos os dias pra ver você feliz como nos dias que chegava com o seu chocolate preferido.

 Eu nunca vou esquecer da ultima vez que te vi.
Você não me olhou nos olhos. Você não me olhou. Eu sentia que algo estava errado  quando você respondeu ao meu "até amanhã pai" com um “até” curto e sem graça. Mas entra em jogo a questão de acreditar que "essas coisas" nunca acontecem com a gente, sabe? Que nada de mal aconteceria. Mas antes guardar a ausência do seu olhar nos meus sabendo que ali ainda tinham vida, mesmo que por pouco tempo, do que lembrar até meu ultimo respirar, deles sem luz e sem vida. Antes lembrar do seu sorriso maroto, do que de sua boca gelada e sem ar.
 Tem dias que eu me arrependo de não ter ido te ver depois que tudo aconteceu. Me arrependo por que se tivesse o feito, poderia ter beijado a sua testa, dito que te amo...
 Mas do que adianta se nada daquilo teria retorno? Se você não sentiria nem diria "eu também te amo, painho."

 Fazem quase 30 dias que tudo (TUDO) ao meu redor perdeu o tom, a importância e a prioridade. Cada dia eu me dô mais conta de que não tem nada em que você não estivesse. Não tem nenhum plano que não incluísse você. Não tem vida completa se você não esta. E hoje eu vivo com a sua ausência. Tem dias que, na verdade, apenas sobrevivo. Mas é rotina certa a dor me visitar, apertar a minha garganta com força e retirar todo o meu ar a ponto de sentir pontadas no coração. A ponto de pedir pra ir junto. A ponto de achar o mundo injusto. As lagrimas também viraram companhia. Chegam sem avisar junto com a dor no peito, uma ou varias vezes ao dia. Por muito ou pouco tempo...Mas vem. Agora por exemplo, tudo isso esta aqui, sentado do meu lado, vendo eu desabafar pro vento.