segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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"- Will Hunting: Eu sai com uma garota.
- Sean Maguire: Você ligou para ela?
- Will Hunting: Não.
- Sean Maguire: Por que não?
- Will Hunting: Ela é tão perfeita da maneira que eu a conheço que tenho medo de conhece-la mais e ela deixar de ser perfeita.
- Sean Maguire: Nenhuma mulher tem que ser perfeita, a atração entre vocês tem que ser.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Retrospectiva cafona e atrasada

Essa retrospectiva, um tanto clichê e ultrapassada, deveria ter acontecido no final do ano passado, mas devido aos contra tempos "interneticos", aqui estou, 7 dias depois, postando só para não estragar o que já estava escrito, esperando ansioso por publicação.



  Um bom modo de começar a resumir 2010 seria citar Deus. Sim, esse foi um ano onde eu pude focar muito o meu lado espiritual. Talvez não do modo como eu gostaria, mas de um modo que já me fez um bem enorme. Sinto que me tornei alguém melhor, evolui, consertei alguns erros, e antes disso, reconheci-os. Sei que saio deste ano nova, pronta pra muitas coisas das quais eu ainda não sentia firmeza o bastante para enfrentar.
 2010 pôde me tornar alguém melhor, espiritualmente e interiormente. Fazer o certo parece ter se tornado tão importante quanto nunca. E na verdade isso não tem sido algo que tem me agradado de todo. Pessoas boas normalmente não são amáveis, valorizadas e são facilmente feitar de besta. Isso também foi algo muito forte neste ano.
 Muita gente entrou na minha vida, infelizmente. Já que no final, praticamente todas saíram, deixando gostos amargos, na maioria. Percebi que o mundo é nojento. As pessoas são egoístas e sem escrúpulos, e que o tempo muda muita coisa. Cheguei ao fim desses 12 meses mais fechada do que nunca, evitando ao maximo vínculos e novos contatos. O medo de ter mais um na lista de decepções, que devo citar ter sido imensa, realmente me deixou na defensiva. Alguém chegou a me dizer, que eu tenho uma barreira quase invisível diante do corpo, que eu reajo ao toque e abraços como se fossem choques, que eu sou fria com as palavras e que as evito, até. Que não respondo a gestos ou frases de carinho, e que normalmente minha resposta é um sorriso, nem sempre sincero ou uma palavra que corte qualquer clima de jogação de pétalas (normalmente falsa)
Foi um modo curto e grosso de me definir nos últimos tempos. Me tornei alguém receosa e fria, de um jeito que nunca fui. Mas crescer é assim mesmo, passamos a ficar na defensiva a cada tapa na cara, e no meu caso, estou de armadura até os dentes.
Sinto, até, que não tenha o feito antes. Antes desse ano torna-se recorde em má escolhas e decepções. De má pessoas e sentimentos vazios e mentirosos.  Saio dele, realmente com uma lição: Pessoas boas não existem e as que existem, sofrem por assim serem. Você também não pode ser bom. Desconfie dos que sejam. No fundo, todos são egoístas, e querem receber muito mais do que dar (ou não dar).
 Percebi que pior do que os que mostram que não merecem total confiança, são as pessoas que mostram que merecem. Mascaras de anjos são perigosas. Quem fala muito, pouco faz.
 Pedi muito a Deus, para que em 2012 eu consiga seguir a regra da oferta e da procura, e ter um pouco mais de maldade no coração. Que eu confie menos nos que chegam, e sinta menos pelos que vão. Que eu me acostume e espere que decepções existam, e que despedidas serão sempre necessárias. Quero aprender a me preocupar mais comigo, a ser mais egoísta, e me importar menos com os sentimentos alheios. Afinal, ninguém vai se importar com o meu. Me torno uma pessoa difícil de conviver simplesmente pelo fato de dar tanto e esperar tanto dos que me rodeiam. Regra: Dar e receber. Dar pra receber.
A realidade é que esse é o mundo em que vivemos.
 Meu mundo realmente terminou bem fechado para visitas, e proibido para estadias fixas. Limitei as senhas de entrada, e o prazo de validade.
Vi sai muita gente de perto, vi se aproximar poucas. E espero de coração, que as poucas que virarem o ano por perto, permaneçam, e mereçam a confiança que deposito, pouco a pouco, dia a dia. Mas que se não merecerem, que vá embora sem dor, sem mais dramatizações e perdas de tempo.
 Me senti muito só. Nunca fui acostumada a contar nos dedos de uma única mão as opções de pessoas pra sair, pra conversar, pra passar um domingo, ou telefonar. E agora eu conto, deixando até sobrar dedos. Mas apesar de sentir-me só, tive a certeza de que Deus ouviu o meu pedido no fim de 2009, de tirar de perto todas as pessoas que não merecessem, que não me acrescentassem, que não fosse pra estar ali por vontade dele. Que não me amassem de verdade. E ele o fez. Doeu, mas o fez.
E agora acredito que re-começo um novo ciclo, ciclo de planos, de desejos, de amigos....
E não por ser fim de um ano e começo do outro, datas não modificam a sequência dos fatos. E sim por saber que em mim, é assim que acontece. Passei pela fase da perca e das lagrimas, e agora estou reconstruindo meu coração, com os rostinhos que merecem estar ali.
 No setor sentimental, foi um ano nulo. Um ano onde vi meu coração parecer ainda mais intocável. Encantos que passaram, sem deixar nem mesmo uma pequena marca. Meu foco realmente foi muito destinto, e em nenhum momento eu quis me apaixonar. Talvez agora, nesses poucos dias que antecedem a virada, eu esteja começando a sentir saudade de ter alguém pra quem dar a mão, sabe? E quem sabe, esse ponto não se fortifique nos próximos meses. Faz realmente falta ter algo para sentir. Alguém por quem sentir. Mas a falta de pessoas que mostrem algo interessante que va além da carcaça realmente me faz simplesmente deixar rolar. Estou completamente enjoada de relações frívolas e impessoais. Beijos por beijos não me fazem falta. Sentimentos verdadeiros, talvez. Na falta desses, fico sem nada. Até pq relações de uma noite não me acrescentam e nem me tornam alguém melhor no outro dia. Muito pelo contrario. Tenho até sentido repulsa das mesmas.
   Sabe, esses 12 meses foram muito bem usados. Mesmo que, na pratica, nada pareça deste modo, mas tenho certeza de que foi muito importante para por os planos no papel. Desenhei e arquitetei muita coisa. Tracei meu destino, meus sonhos e meus desejos. Decidi, acima de tudo, já que essa era a minha maior busca, e a mais dolorida também. E agora é so ir em frente, buscar o meu lugar, por que eu tenho certeza que capaz eu sou, só me falta foco.
 2012 espero que seja mais voltado para tirar do papel, correr atrás, mudanças concretas e verdadeiras na pratica, e n apenas interiormente.
Acima de tudo quero pedir a Deus que nesse novo ano, me dê forças para cumprir meus 10 objetivos feitos em 2010, que na grande maioria, não foram alcançados, mas com certeza caminhei, passo a passo, para todos, ficando perto ou não, continuo buscando-os. E o mais importante para mim é que ele nunca me deixe desistir de mim.
 Levo, desse ano, muitas magoas, marcas, feridas abertas até. Mas, aprendendo a olhar o lado positivo de tudo isso a aprendendo que todo mal trás o bem do auto-crescimente e conhecimento, saio dele feliz, por saber que ao menos sou alguém mais madura e pronta pro que tiver de vim. E seja o que Deus quiser.
Livrai-me de todo mal, amém.



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A ausência.

A verdade é que tenho andando cheias de ausências, mesmo que evite quase sempre de admiti-las....
Ausências de alguém do lado nas filas imensas que enfrento no banco.
Ausência de alguém pra ficar deitado nos domingos intermináveis.
Ausência de ligações infundadas no meio da madrugada pra dar um boa noite.
ausência de uma voz que me faça estremecer e nem ligar por ser acordada;
de um sorriso que rime com o meu como musica, e que, automaticamente, sorrindo, me faça sorrir também.
Ausência de esperas. De frios na barriga e de duvidas gostosas.
ausências do querer, do lutar, do buscar, do conquistar.
ausência de dedos, de encaixes, de mãos suadas, mas ainda assim, inseparáveis.
ausências de pés nos pés, de beijo na ponta do nariz e de abraços com mais de 30 segundos
Ausência de esperas, de contagem regressiva, de saudade, de vindas e partidas.
Ausência das horas na frente do espelho, do desperdiço de pó compacto e batom que logo será retirado.
Ausência dos cinemas no fim da tarde e da pipoca no sofá de casa.
Ausência de fotos felizes. De ver o amor estampado e congelado, fingindo ser eterno.
ausência de medo de perder. De cuidado. De palavras verdadeiras, sentimentos e reciprocidades.
Ausência de sentir. Sentir algo mais, algo que dê aos meus dias um gosto a mais de acordar e pentear o cabelo animada.

São tantas ausências que me obrigo a parar. Antes que não consiga parar nunca mais de citar...
Antes que eu não consiga parar nunca mais de sentir essa ausência do sentir.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

As dores e os desencontros valem apena quando achamos a felicidade.

se apaixonar....Sentimento que cedo ou tarde bate a porta até do mais duro dos corações, na verdade nunca vem sem avisar. É como doença, que manda mensagens pouco significativa, tipo o parente distante, que envia uma carta pequena avisando da provavel chegada, normalmente ignorada pelo receptor. E quando chega, sente-se despreparado para receber, confuso e atordoado. Não sabe o que se passa, ou finge, por que a verdade é que todos sabemos bem como tudo acontece, as mudanças climaticas no estomago, e a alternância frequênte dos ritmos cardiacos. Os sorrisos largos pré encontro, mesmo que esse encontro não seja necessariamente a dois. Aquelas falas decoradas na frente do espelho, e o sentimento de volta a 2ª serie, sabe? O medo de fazer tudo errado, e muitas vezes, o fazer tudo errado. As mãos que tremem a presença, a anciedade pela chegada, a tristeza pela partida, a espera pela volta. A graça que tudo e todos ao redor parece perder. Os olhos que so vêem a frente uma unica possibilidade: Ele/ela. Mas apesar de tudo isso ser quase universal e de passarmos por tal situação centenas de vezes em vida, ainda é dificil admitir, realmente, estar apaixonado.
 Na verdade, não entendo o sentido em negar e renegar um sentimento tão bem vindo, lindo, que enche de cores o amanhecer de qualquer um. Exeto pelo fato do medo da não reciprocidade, que convenhamos, sem querer ser pouco otimista, tem indices altissimos. O desencontro é frequente, e parece que bem mais comum do que o encontro de dedos e planos. Esse fato comprovado deixa algo tão especial a beira de ultrapassar a linha que divide o lindo do tenebroso. Nunca se sabe se deve-se ficar feliz com as borboletas, ou sair correndo pra bem longe.
 As vezes me pego tentando entender que fator biológico, social ou seja la o que for, explica o nivel elevadissimo de rejeição da paixão pelo seu alvo de desejo. É nessa hora que se enquadra perfeitamente o poema de Carlos Drummond que diz "João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amavaJoaquim que amava Lili que não amava ninguém." . E dizem por ai, que feliz era Lili, que era amada e não sofria. 
Mas devo descordar. Não em numero genero e grau, já que desconheço até hoje uma dor maior do que ver seu alvo de desejo desejando outra pessoa. Mas não posso considerar feliz aquele que tem o poder e o azar de não amar ninguém. Amar é maguico, necessario e unico. Vivemos uma vida esperando um amor. Sorte aqueles que o acham, mesmo que nos enrolemos milhares de vezes nos nós cegos dessa busca, e nós deparemos com milhares de rejeições e desencontro. Milhares de noites mal dormidas e lagrimas no travesseiro. Milhares de semanas de cara enchada achando que o mundo não faz sentido algum...Para que possamos descobrir mais a frente que faz, e que outra pessoa virá, talvez para virar tudo de ponta a cabeça mais uma vez, mas uma hora, a certa chega, os olhares se encontram, e ai sim podemos dizer que finalmente fomos felizes de verdade, pelo menos enquanto o tempo e a vida nós permitir... Seja esse tempo longo ou curto, o que importa é saber aproveitar cada segundo de recompensa pela árdua espera que Deus te deu.





Uma triste realidade

H: - Oi.
M: - Oi.
H: - Eu estava te olhando de longe… Você vem sempre aqui?
M: - Só quando eu estou com vontade de fazer xixi. Quem te deixou entrar no banheiro das mulheres?

H: - Entrei escondido queria falar com você.
M: - Não podia esperar eu terminar primeiro?
H: - É que eu sou muito ansioso…Não é sempre que se encontra a mulher da nossa vida numa festa de formatura.
M: - Mulher da vida de quem?
H: - Da minha vida.
M: - Que espécie de maluco é você?
H: - O homem da sua vida!
M: - Como é que é?
H: - Sou o cara que nasceu pra casar e ter filhos com você.
M: - Essa é a sua melhor cantada?
H: - É sério… vamos conversar.
M: - Quer fazer o favor de fechar essa porta? Eu ainda não terminei.
H: - Desculpe. Um homem sabe quando avistou a mulher ideal. Geralmente ela é bonita, sexy, tem gostos refinados e inteligência suficiente para ignorar suas gracinhas. É fina, detesta vulgaridades.
M: - Me deixa vomitar em paz?
H: - Achei que você só estivesse apertada.
M: - O que eu faço no banheiro não é da sua conta.
H: - Eu me importo com você.
M: - Socorro, tem um homem aqui dentro.
H: - Psiuuuuu, não grita, eu só quero saber seu nome.
M: - Eu to bêbada demais pra saber meu nome.
H: - Também estou um pouco tonto, confesso. Viu como a gente combina?
M: - Sai daqui e fecha essa porta antes que eu te jogue esse balde de lixo na cabeça.
H: - Algumas pessoas passam a vida toda procurando por um amor perfeito. Alguém que te complete e ajude no que for preciso, faça companhia em todos os momentos.
M: - Cara, como você é chato.

H: - Melhorou?
M: - Não acredito que você me assistiu fazendo aquilo.
H: - Foi a coisa mais linda que eu já vi.
M: - Acorda, seu idiota. Eu botei um pão de batata pra fora.
H: - Eu também adoro pão de batata com tequila.
M: - Espirrou em você, seu porco.
H: - Eu não ligo. Seu vômito é o meu vômito.

M: - O que eu fiz pra merecer um maluco desses atrás de mim?
H: - Tem coisas que só o destino pode explicar.
M: - De que planeta você veio? Larga do meu pé, chulé.
H: - Só você não percebeu que isso tudo não foi por acaso.
M: - Você me seguiu, eu pedi ajuda, ninguém te tirou do banheiro, eu te dei um banho de bolo de chocolate e cerveja.

H: - Nosso primeiro encontro…
M: - Nada disso é um encontro. Sai da minha frente.
H: - Não posso abandonar a mulher da minha vida.
M: - Que papo é esse? Deixa-me ver o que colocaram no seu whisky?
H: - É sério, nunca ouviu falar nisso?
M: - Whisky com bolinha alucinógena? É claro que sim. Nunca aceite o copo de um estranho.
H: - Nós somos o casal ideal. Nascemos um pro outro. Sabe quais são as chances disso acontecer numa festa de formatura? Uma em cada 150 milhões.
M: - Bem menores do que as chances de eu te dar uma porrada.
H: - Você não faria isso com seu futuro marido.
M: - Vamos do começo… Um: eu já tenho namorado. Dois: você não faz meu tipo. Três: isso não é uma festa de formatura. É a festa de 15 anos da Maria de Fátima. O segredo da relação perfeita está na identificação de sua alma gêmea. Geralmente ela é loira, alta e tem um piercing no nariz. Pode também não ser nada disso. Não importa. O grande lance é perceber se essa alma combina com a sua, tem gostos iguais, beijo bom e, de preferência,um cabelo sem gel.

H: - Quer apostar que nós nascemos um pro outro?
M: - Ridículo… vou ficar com peso na consciência.
H: - Por que não tenta? Fala uma cor.
M: - Preto.
H: - A ausência de todas as cores… A minha preferida também.
M: - Que bobagem.
H: - Um filme?
M: - “101 Dálmatas”.
H: - O mesmo que o meu… Quer prova mais definitiva?
M: - Eu nunca vi esse filme na minha vida.
H: - Roubar não vale.
M - Que papinho mais furado… Se toca, eu não fui com a sua cara.
H: - Última chance. Fala uma música.
M: - Ai que saco… Qualquer uma do Daniel.
H: - Daniel? Tem certeza?
M: - Absoluta.
H: - Então você tem razão… minha mulher ideal não gosta de música sertaneja.
M: - É mesmo? E que som ela curte?
H: - Rock, alguma coisa de Jazz… dependendo do dia, MPB.
M: - O que tem de errado com Leandro e Leonardo, KLB, é o Tchan?

H: - Nada, só não é mulher pra mim. De qualquer forma, foi um prazer. Todo mundo erra. Quem nunca pensou ter encontrado o grande amor e depois descobriu que ele roncava, tinha caspa e não era muito chegado a banho no inverno? Se fosse fácil não teria graça. O importante é não desanimar, e não foi dessa vez, partir pra outra. Tente declamar seu poema predileto em praça pública e espere alguém completá-lo. Se ninguém se manifestar, saia correndo. Podem ter chamado a polícia.
M: - Espera.
H: - O que foi?
M: - Eu também gosto de MPB. Minha mãe ouve Chico Buarque o dia inteiro. Tecnicamente, se eu estou em casa, também ouço.
H: - Não sei… Acho que foi um engano.
M: - Como você pode saber?
H: - Olhando bem..você é mais alta do que eu imaginava. A mulher da minha vida tem 1,60 de altura. Foi um prazer.
M: - Espera, eu estou de salto. Olha só… fiquei mais baixa.
H: - Você não tem nada a ver comigo.
M: - Tenho sim.
H: - Que interesse repentino pela minha pessoa… Até um minuto atrás você queria que eu fosse embora.
M: - Também não sei o que me deu.
H: - Você tomou do meu whisky, foi isso?
M: - Não… quer dizer, não lembro.
H: - Cadê seu namorado?
M: - Está na minha frente, com uma coisa esquisita na camisa…
H: - Que nojo… o que mais você comeu, hein?
M: - Miojo, antes de sair de casa.

H: - Eu não posso ser seu namorado, você já tem um.
M: - Eu menti.
H: - Só pra me dar o fora? Conseguiu. Tchau.
M: - Volta aqui, meu amor. Pega uma vodka pra mim.
H: - Sai de perto de mim, sua louca.
M: - Só saio daqui casada.
H: - Socorro.
M: - Achei o homem da minha vida!

Luís Fernando Veríssimo.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sempre falta algo.


Tudo aconteceu em um daqueles momentos que não se pode impedir da mente voar longe, sabe?
Sim, aqueles, talvez em um banco de ônibus, uma fila de banco longa, ou em meio a uma aula chata. É nessas horas que me vêem as melhores reflexões. Pena que termino as perdendo antes de poder anotar num bloquinho de papel pra reler mais tarde e até quem sabe, me fazer novas promeças, daquelas que fazemos por toda vida, na intenção de um futuro melhor, mas que exatamente na hora que deveríamos lembrá-las, elas se diluem no vento, votando mais tarde pra pesar a consciência.
 Hoje foi um dia cheio e vazio. Vazio, pra não perder o costume. E cheio de pensamentos desse tipo, de frases que mais pareciam feitas, que eu anotaria pra repassar aos meus filhos, mas na grande maioria, esqueci antes de chegar em casa.
Foi um dia cheio de filas e de ônibus. De vagar por ai, pelo nada, pela minha vida passada e tentando arrumar meu futuro duvidoso.
São tantas coisas que eu penso que poderiam melhorar, mudar, se encaixar e se acertar. Tanto que eu gostaria pra enfim dizer, estou feliz, sou feliz, ou sei la quanto tempo vou achar que vai durar aquilo. Mas foi aqui que me veio Um pensamento que nunca havia batido a porta da minha cuca antes, mas dessa vez, entrou, e foi dono de cada minuto do meu dia: Que felicidade?
Isso mesmo. Se paramos pra prensar, hoje afirmamos que já tivemos tempos melhores, mas no tal tempo melhor, que mais parece lenda urbanas, também achávamos que nem tudo estava assim tão bem. É natural do ser humano nunca se contentar com nada, mas termina sendo natural nunca SER feliz. Estar feliz é até fácil. Estar feliz numa noite de sábado tomando uma cerveja gelada com os amigos. Estar feliz quando se estar bem com o namorado. Estar feliz quando brinca com o cachorro no quintal. Mas e o SER feliz, cadê? Somos todos treinados a conforma-se com o fato de que nada dura, e isso até pode ser verdade. Mas o caos de tudo isso é que nunca conseguimos sentir-se feliz por longo prazo. Sempre falta algo. A busca é eterna, e infelizmente andamos em círculos. Quem tem muito, quer mais, e o mais nunca parece suficiente.
É uma faca de dois gumes. Querer o melhor é sempre bom, mas nunca sentir-se satisfeito te leva a viver uma eterna busca, uma eterna perda de presentes, uma perda de uma vida por algo que nem você mesmo sabe o que é.
E isso me deixou atordoada, pois é nessa inércia que eu vivo. Uma busca, que ainda não conseguir dar um nome, e talvez nunca consiga.

Sentido que não posso fazer nada para mudar uma existência, parei, senti o cheiro de gente e planta do ar, o cheiro de vida e o sol na pele. E tentei pensar por um minuto, que tudo está bem. Mesmo que as faltas doam volta e meia, e sempre doeram pois sempre existiram, naquele minuto, eu consegui viver o momento, sentir a vida na pele, e ser feliz...
Nos minutos seguintes, voltei a me perguntar pra onde caminho, e a me preocupar com o tempo que ainda terei de esperar pra que minha vida seja a vida que eu sempre quis. Talvez nunca chegue a ser.


sábado, 20 de novembro de 2010

A real efemeridade das relações irreais.


O significado real das coisas, diante da imensidão que é uma vida, é praticamente impossível de ser visto a olho nú!
As certezas são efêmeras, as verdades, diluíveis e multáveis com o soprar do vento e o toque do tempo. Se levarmos em consideração a proporção de minutos ou de vezes que respiramos, e do outro lado, uma vida, tendo como nota a velocidade com que as coisas mudam, e o tempo que temos e já tivemos, tudo é insignificante. A dores, as certezas, as paixões, as dificuldades e os temores...Tudo passa ferozmente depressa, independente do quando vivemos intensamente cada sensação ou não.

 Tudo se faz e desfaz. Em um piscar de olhos, se refaz. Um começo, um fim, ou melhor dizendo um eterno recomeço. A vida é cheia de ciclos, de fases, de altos e baixos. E nada, nada é grande o suficiente para que possamos eternizar.
Viver é como entrar em alto mar, aproveitar a sensação boa que as ondas proporcionam sem esquecer que nem tudo são flores e quando menos esperar, elas vão te derrubar. E ainda assim levantar, de preferência sorrindo, provando que apesar de forte, você é mais. Deixar a correnteza ir e vir, levar e trazer de volta até a margem. Cair e levantar. Ter medo, porem, enfrentar de peito aberto.
Cada minuto perdido com lamentações e temores desmedidos é um a menos para viver.
Pra que perguntar-se tanto sobre o por que de cada coisa que passou ou o rumo que tudo tomou se depois de tantos anos de experiência ja estamos carecas de saber que só vamos obter essa resposta quando a mesma não fizer mais uma diferença significativa para nós.
Viver é um eterno risco, uma eterna duvida, mas que diferença fará se eu ficar trancada procurando respostas ou se eu simplesmente dar de ombros e dizer "ah, deixa estar" e sair pra viver? Tudo só vem ou vai na hora certa. O que conquistamos de verdade, fica pra sempre. Está tudo escritinho de caneta, e nada do que se faça ou do que se sofra muda o rumo final da trajetória.
É preciso estar distraído. É preciso não esperar nada. É preciso viver para que as coisas aconteçam. É preciso, acima de tudo saber entender que amizades e paixões vem e vai, mas tudo, TUDO o que for sinceramente verdadeiro, perdura por uma eternidade.




domingo, 7 de novembro de 2010

o eterno mais ou menos

A verdade é que eu dizia muito por ai que estava tudo bem
Talvez eu tenha cansado de parecer repetitiva, dizer que tudo vai indo, “so-so”, aquele lance meio meia-boca, sabecomé? Tudo aquilo muito comum de ouvir da minha boca, sobre minha vida pouco interessante.
Então resolvi mudar o texto, e negar a verdade que era tão clara aqui dentro. Passei a dizer, great, melhor impossível, mas de fato soava mecânico e até irônico se fosse dito cara- a- cara.
Não sei se me acostumei a ser uma garota um tanto negativa, ou se é exigência da minha parte achar que nunca tudo está bem. Mas a grande realidade, é que sempre nos falta algo, e não é apenas por eu ser alguém complicadissima e chata pra caralh...caramba. É geral e comum não estar completamente satisfeito. É HUMANO.
 A verdade é que assim como eu, meu estado de espírito e todos os meus pensamentos, o meu bem ou mal estar também são de fase. Haviam dias que eu acordava até satisfeita, e feliz por conseguir não reclamar da sempre ausência de algo. Mas em outros...Sai de baixo. E eram nesses que doia mais. Doia forte. Era como se o vazio esmurrasse agonizante as paredes do meu coração pedindo atenção, pedindo urgente um pouco de ar. Mas infelizmente a minha busca pela solução deste problema parece eterna.
 Às vezes tenho medo de virar uma pessoa cada vez mais sozinha e incompleta a cada ano que passa. Dos não encontros e ausências se tornarem cada vez mais extensas e as soluções, distantes. Tenho medo, também, de me acostumar a viver assim, achando normal o vazio eterno, o faltar algo, e a busca torna-se cada dia mais desesperançosa.



O meu ultimo pingo de fé que tudo há de mudar um dia, breve ou não, deposito em Deus, e nas linhas tortas pelas quais ele escreve cada vida.
Pois sei bem, que cada rabisco, cada virgula e cada ponto que vejo hoje, só ha de ser traduzido por completo anos mais tarde.


E é essa fé que acalma meu coração, que me faz crer que o encaixe que substitui esse vazio persistente ainda estar por vir, e vale apena a espera tão sofrida e os altos e baixos da vida.

...Enquanto não vinha, eu vivia com o não estar bem. Com os desencontros e os dedos vazios.





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fechando a porta de entrada.


É...Tarefa difícil essa de entender as coisas, as pessoas, os sentimentos e sensações, a vida. De reconhecer de longe o cheiro de furada ou ter a certeza de que posso abrir a porta e deixar o odor doce entrar e tomar toda a minha casa.
Difícil conhecer as pessoas de verdade, esperar delas o exato, e não decepcionar-se.
Difícil, a certeza de que está fazendo o certo ou o errado, que os frutos do que se planta serão grandes e saborosos e que não iremos perder tempo ao tentar.

Eu tento domar minhas sensações, parar de dar passos em falso, perder tempo com o que não acrescenta e escolher a dedo o que entra e o que sai, mas o problema é que ainda assim, mesmo após pesar, pensar e analisar o que eu VEJO, que é também o que eu IMAGINO e não necessariamente condiz com a realidade, termino escolhendo meio as cegas, arriscando como sempre, a bater a porta na cara do que, no final, valeria a pena deixar sentar a sala de estar e oferecer um café bem quente pra começar e deixar morar. E às vezes, deixando entrar aquele ou aquilo que bagunça, tira tudo do lugar, e vai embora, sem nada deixar de mais, levando consigo muito mais só que ficou.

Cansada de errar, de arrumar toda a bagunça depois de cada festa alheia, decidi trancar tudo. Ficar sozinha por um tempo às vezes faz bem.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O novo. Eu nova.

Que necessidade imensa é essa que eu tenho tido de mudar tudo que me rodeia, e buscar o novo, mas não um novo qualquer, o novo que me faça nova. O novo que me acrescente algo verdadeiramente util, que mude minha vida em poucas palavras, atitudes, troca de experiência...
 Eu cansei desse monte de frivolidade que me rodeia, do nada pelo nada, do alguém por nada, sabe? De viver dia a dia, passo a passo sem que nada a mais fique no final do dia. Cansei. Ou você me acrescenta, ou não espera nada de mim. Se manda, que só o que é util ficará apartir de então.