Um numero elevado dos leitores desse post devem estar se identificando com a expressão acima citada, se não, todos. Quem nunca ouviu alguém botar a culpa nele, nossos companheiros (e destruidores) de noitadas? Quem nunca ouviu, vai ouvir. E quem nunca usou tal, vai usar, ou segue alguma religião que proíbe seu consumo. Cedo ou tarde, passamos pela (desagradável) situação de acordar com aquela dor de cabeça, e fica em duvida do quanto é devido a ressaca pós-excesso ou peso na consciência pós...Bem, excessos poderia ser um termo bem empregado para a segunda situação também.
No começo tudo é muito divertido. Alguns copos são suficientes para deixar alguém no brilho (no meu caso, especificamente, alguns copos são mais que o bastante para me fazer vomitar metade da noite, e não lembrar de nada no dia seguinte) mas o problema é que normalmente não paramos ai, e não paramos, até nossos sentidos pararem de responder. Terminamos a noite jogada em algum canto, vomitando nos nossos pés, e tentando comunicar-se com os demais a sua volta em alguma língua indígena desconhecida (graças a deus não conseguimos, ou aumentaria o numero de itens na lista de suicídio social.) Subimos na mesa, beijamos o cara mais feio da festa, pegamos briga de graça, tiramos a roupa, contamos todos os segredos íntimos (nosso e dos demais que encontram-se no local), amamos todo mundo e voltamos para casa, normalmente carregados e observados por todos no local que são obrigados a abrir espaço para que o grupo desesperado nos carregue até um local previamente definido, antes que você, o ser quase em coma alcoólico e sem condições alguma de reagir, vomite para todos os lados e em todas as mãos que te socorrem. A parada normalmente é em algum hospital próximo para tomar um pouco de soro, um tapa na cara do seu pai que teve que acordar no meio da madrugada para socorrer a filha/filho invalido e desfalecido, ou a casa de algum amigo, na tentativa de evitar a tal bofetada.
Passou. Você acordou no outro dia. Ou melhor, passou o pior, por que aquela sempre esperada dor de cabeça parece que só faz piorar. Tudo continua a girar, e você se odeia por estar daquele jeito, promete a São longuinho que se lembrar de tudo da três pulinhos, e aos demais Santos que nunca mais poe uma gota de álcool na boca.
Quando o pior parece ter passado, eis que surgem os malditos telefonemas com o bombardeamento de memórias esquecidas, e dentre muitas delas, demasiadamente exageradas (Sempre tem aquele que adora ficar sóbrio só pra ter o prazer de matar os ébrios de vergonha no outro dia). É à hora de sentir-se ainda pior, e enxaqueca confundir-se com um puta peso na consciência e uma sensação de inutilidade imensa por não conseguir lembrar de nada mais do que leves flesh’s que vão e vem na sua memória recente e corrompida. E pior, pela falta de controle de si. ,
E a partir dai você vai viver sem saber até onde é verdade o que foi dito, e se perguntando por um bom tempo como foi capaz de deixar tudo chegar aquele ponto. Rodeado de duvidas de como tudo aconteceu, e quantas pessoas conhecidas viram cada cena, a ponto daquilo rodar de boca em boca, e você cometer um suicídio social sem volta. Pra diminuir um pouco daquela culpa, eis que surge ela, a velha e boa expresão: "A culpa é do álcool!!!". E pior que é mesmo (não em todos os casos, claro). Não duvide se seu namorado um dia tentar justificar algo com ela (Mentira, duvide, afinal, ele é homem hehe machismo mode on). Termine, jogue a aliança na cara dele, a tv, o guarda roupa...Mas “acredite”! Quem nunca passou por tal experiência sempre vai duvidar, mas quem já teve historias pra contar (normalmente desagradáveis), e pôde sentir o peso de cada vez que o telefone tocava com uma novidade no dia seguinte, entende bem.
Pronto. Daqui a umas duas semanas ninguém lembra mais de nada (talvez uma pessoa ou outra ainda fale da cena onde você mostrou os peitos e dançou na 7ª velocidade) e estamos todos de volta, a uma mesa de bar, jogando algum joguinho pra ficar bêbado, e com mais (meias) historias pra contar, já que a outra metade só quem poderá contar é seu colega menos bêbado que vai lembrar de tudo no outro dia.






