Sabe o que eu mais odeio em mim? O fato de ainda conseguir me decepcionar com as pessoas. Sim, eu devia já ser grandinha o bastante para esperar de cada um que entra em minha vida, completamente tudo. Ou completamente nada. Mas não importa quantas vezes aconteça, quantos deles se mostrem cedo ou tarde um lobo mal fantasiado de boa vovozinha, eu ainda fico anturdita. Antes parasse só no ficar pasma, mas não, normalmente vai mais além. Meche com o meu sentimental, fico triste, chateada, decepcionada, magoada... E depois de tudo, termino por me sentir completamente burra por permitir sentir tudo isso mais uma vez, por esperar mais uma vez, por achar que conheço a todos que me rodeiam, e por considerar qualquer um que de repente entra na minha vida, me da uma meia duzia de sorrisos, momentos felizes e provas descartaveis de amizade, de fato meu amigo eterno e inseparavel.
E com tudo isso, me prometo, não pela primeira ou decima vez, fato, mas ainda assim, comprometo-me a mudar isso em mim. A parar de ver os momentos bons e as pessoas que chegam do nada como solidas. Não me admirar mais com a efemeridade de tudo ao redor, e aproveitar os sorrisos, sem esperar nada mais dele, do que aqueles e um adeus em seguida. A vida é assim mesmo, um amotoado de leva e trás, de vem e vai, de chegadas e saidas, felicidades e lagrimas, boas vindas e partidas...E a unica coisa com a qual eu espero não perder mais tempo é com decepções pelas mudanças que o tempo insiste em implantar nas relações jamais solidas e eternas. Por que NADA, nada é certeza. Tudo pode mudar tão rapido quanto o tempo que se leva para piscar os olhos.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Meu momento. Meu segundo.
Momento.
O que faz de uma fração aleatória de segundos, o momento certo? Ou, de contrapeso, o momento errado?
Será que está tudo relacionado as pessoas envolvidas na "equação" em jogo? Ou realmente é algo místico, de tempo, de hora, de momento?
Parece realmente um toque de mágica, quando todos os seus sentidos conspiram pra fazer de um segundo, o segundo ideal para tudo acontecer. Seu relógio biológico trabalha arduamente a favor, para que não passe nem falte nenhum segundo. Quando o despertador indica que chegou a hora, seu coração se abre, dobra de tamanho, pronto pra receber de braços abertos, pronto para doar-se.
Seu momento chegou. Você já é demais pra caber em só um ser. Necessita, como que em vida e morte, dividir-se. Involuntariamente, inicia-se uma busca por outro coração apertado, por outro sorriso largo disponível, por vãos em mãos frias.
Quando o encontro acontece, congratilation. Tudo indica que essa soma dê bons resultados, e que pelo menos, ambos tenham muita vontade de que tudo dê certo. Um completa o vazio interior do outro, o frio nas pontas dos dedos, tanto das mãos quanto dos pés.
Mas a parte menos bonita de tudo isso, é que normalmente esse encontro não acontece. Parece que o mundo conspira contra, se diverte, vendo você quase explodindo com tanto amor pra dar, vendo seu tempo passar vagarosamente e friamente, enquanto você chora por dentro por sentir-se tão só.
E quando acontece, a reciprocidade é sempre rara. Um coração quente jamais vive em comum acordo com um congelado pela espera e pelo tempo que se passou. Quando o momento certo não desperta dentro dos dois, o caminho é, no mínimo, exaustivo para o que ja encontra-se prontinho pra fazer o seu melhor e correr pro abraço.
E ai o tempo passa, depois corre, e você se acostuma a espera, ao gosto de sua língua, e de mais ninguém. Começa a ver que o encaixe das suas mãos podem ser encontrados na sua outra. Que os pés são facilmente aquecidos com meias, e que aquela musica que diz que ninguém é feliz sozinho talvez não esteja assim tão certa.
O tempo passou, as flores que haviam sido plantadas no seu jardim morreram, tudo congelou. E é normalmente ai, que você encontra o maior numero de corações na sua caixa de correio, de sorrisos sinceros e boas oportunidades. Mas o cheiro poderia ser melhor, se você pudesse receber flores sem achar retrogrado e ridículo demais.
O amor é o ridículo da vida. E só se pode amar, quem está pronto para ver graça em tudo isso.
O amor é muito simples. Mas nem sempre o simples é simples.
É muito fácil encontrar alguém que nos complete, que nos faça bem, que nos faça sorrir, que nos deixe com vontade de voltar tarde pra casa. O difícil (e gostoso) da vida é encontrar alguém a quem amemos alguém que nos ame. É encontra-lo no seu momento, no nosso momento, e acreditar no cliche de " viveram felizes para sempre!"
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A culpa é do álcool, sim!
Um numero elevado dos leitores desse post devem estar se identificando com a expressão acima citada, se não, todos. Quem nunca ouviu alguém botar a culpa nele, nossos companheiros (e destruidores) de noitadas? Quem nunca ouviu, vai ouvir. E quem nunca usou tal, vai usar, ou segue alguma religião que proíbe seu consumo. Cedo ou tarde, passamos pela (desagradável) situação de acordar com aquela dor de cabeça, e fica em duvida do quanto é devido a ressaca pós-excesso ou peso na consciência pós...Bem, excessos poderia ser um termo bem empregado para a segunda situação também.
No começo tudo é muito divertido. Alguns copos são suficientes para deixar alguém no brilho (no meu caso, especificamente, alguns copos são mais que o bastante para me fazer vomitar metade da noite, e não lembrar de nada no dia seguinte) mas o problema é que normalmente não paramos ai, e não paramos, até nossos sentidos pararem de responder. Terminamos a noite jogada em algum canto, vomitando nos nossos pés, e tentando comunicar-se com os demais a sua volta em alguma língua indígena desconhecida (graças a deus não conseguimos, ou aumentaria o numero de itens na lista de suicídio social.) Subimos na mesa, beijamos o cara mais feio da festa, pegamos briga de graça, tiramos a roupa, contamos todos os segredos íntimos (nosso e dos demais que encontram-se no local), amamos todo mundo e voltamos para casa, normalmente carregados e observados por todos no local que são obrigados a abrir espaço para que o grupo desesperado nos carregue até um local previamente definido, antes que você, o ser quase em coma alcoólico e sem condições alguma de reagir, vomite para todos os lados e em todas as mãos que te socorrem. A parada normalmente é em algum hospital próximo para tomar um pouco de soro, um tapa na cara do seu pai que teve que acordar no meio da madrugada para socorrer a filha/filho invalido e desfalecido, ou a casa de algum amigo, na tentativa de evitar a tal bofetada.
Passou. Você acordou no outro dia. Ou melhor, passou o pior, por que aquela sempre esperada dor de cabeça parece que só faz piorar. Tudo continua a girar, e você se odeia por estar daquele jeito, promete a São longuinho que se lembrar de tudo da três pulinhos, e aos demais Santos que nunca mais poe uma gota de álcool na boca.
Quando o pior parece ter passado, eis que surgem os malditos telefonemas com o bombardeamento de memórias esquecidas, e dentre muitas delas, demasiadamente exageradas (Sempre tem aquele que adora ficar sóbrio só pra ter o prazer de matar os ébrios de vergonha no outro dia). É à hora de sentir-se ainda pior, e enxaqueca confundir-se com um puta peso na consciência e uma sensação de inutilidade imensa por não conseguir lembrar de nada mais do que leves flesh’s que vão e vem na sua memória recente e corrompida. E pior, pela falta de controle de si. ,
E a partir dai você vai viver sem saber até onde é verdade o que foi dito, e se perguntando por um bom tempo como foi capaz de deixar tudo chegar aquele ponto. Rodeado de duvidas de como tudo aconteceu, e quantas pessoas conhecidas viram cada cena, a ponto daquilo rodar de boca em boca, e você cometer um suicídio social sem volta. Pra diminuir um pouco daquela culpa, eis que surge ela, a velha e boa expresão: "A culpa é do álcool!!!". E pior que é mesmo (não em todos os casos, claro). Não duvide se seu namorado um dia tentar justificar algo com ela (Mentira, duvide, afinal, ele é homem hehe machismo mode on). Termine, jogue a aliança na cara dele, a tv, o guarda roupa...Mas “acredite”! Quem nunca passou por tal experiência sempre vai duvidar, mas quem já teve historias pra contar (normalmente desagradáveis), e pôde sentir o peso de cada vez que o telefone tocava com uma novidade no dia seguinte, entende bem.
Pronto. Daqui a umas duas semanas ninguém lembra mais de nada (talvez uma pessoa ou outra ainda fale da cena onde você mostrou os peitos e dançou na 7ª velocidade) e estamos todos de volta, a uma mesa de bar, jogando algum joguinho pra ficar bêbado, e com mais (meias) historias pra contar, já que a outra metade só quem poderá contar é seu colega menos bêbado que vai lembrar de tudo no outro dia.
domingo, 19 de setembro de 2010
Desencaixote os meus valores morais, e leve todo o resto embora.
Somos um corpo. uma roupa. Um principio.
Lutamos por uma idéia, batemos o pé por um ideal.
Defendemos nossos pontos de vista avidamente. Damos um dedo, uma orelha, um pulmão pelo que acreditamos ser correto. Julgamos o errado.
De repente, trocamos de roupa. Seja qual for o motivo interno, externo...Perceptivelmente ou não, Enfim. Somos o mesmo corpo, com outras vestimentas. Desconfortável, apertada, nem um pouco nossa cara a princípio, talvez. Mas tudo é apenas questão de adaptar-se. E com o tempo, tudo aquilo parece que nunca pertenceu a mais ninguém que não seja você, eu, nós...
Moldamos cada cm de nosso ser para caber no novo espaço. E, sem perceber, mudamos também nossa cabeça. Praticamos a quebra de braço, só que agora, por outros idéias. Defendemos novos conceitos, que vieram grátis naquela blusa nova inicialmente esquisita.
Mudam-se, compasivamente, objetivos, sonhos, visões, sentimentos. A única coisa que sobram são os princípios, aquela coisa que ta no sangue, sabe como é? Mas, que ainda assim, muitas vezes são esquecidos na gaveta por tempo indeterminado.
E este ciclo recomeça, vai, volta, muda, mas nunca para. Vivemos uma eterna metamorfose. Mudamos de cabelo, de cor de pele devido ao clima do local em qual passamos a viver, de estilo de calça comprida, tempos mais folgadas, outros, mais ajustada. Mudamos também, de tamanho de salto alto. Mudamos de voz, de costumes, do modo de rir, do tom com que falamos, e as expressões utilizadas. Mudamos de casa, de emprego, de cidade, de amigos, de namorado. Deixamos de gostar de animais de estimação, e preferimos morar no ultimo andar ao invés de morar em casa. Mudamos o paladar, o conceito de beleza, de certo, de errado, de concreto e abstrato. Volta e meia nossos princípios se embaraçam, ficam confusos, desnorteados...E do nada percebemos que já não somos nós. É uma alma em um corpo perdido. Uma alma, em uma cabeça quebrada. Uma alma límpida, mas agora sem uma digna morada.
E no dia que a ficha cai e nos damos conta de tudo isso, fazemos a velha limpeza pouco rotineira no guarda-roupa, jogamos tudo fora, e vestimo aquela blusinha simples e colorida, já com cheiro forte de mofo e desbotada pelo tempo chamada essência, mas ainda assim, tão nossa.
É o nosso principio que está ali. Somos nós. E assim, só assim, posso ser de novo quem sempre pensei ser e tanto me orgulhei um dia. O resto, mando o carro de mudanças levar de volta do lugar que tirei, usei, e constatei, não me serve em nada.
Lutamos por uma idéia, batemos o pé por um ideal.
Defendemos nossos pontos de vista avidamente. Damos um dedo, uma orelha, um pulmão pelo que acreditamos ser correto. Julgamos o errado.
De repente, trocamos de roupa. Seja qual for o motivo interno, externo...Perceptivelmente ou não, Enfim. Somos o mesmo corpo, com outras vestimentas. Desconfortável, apertada, nem um pouco nossa cara a princípio, talvez. Mas tudo é apenas questão de adaptar-se. E com o tempo, tudo aquilo parece que nunca pertenceu a mais ninguém que não seja você, eu, nós...
Moldamos cada cm de nosso ser para caber no novo espaço. E, sem perceber, mudamos também nossa cabeça. Praticamos a quebra de braço, só que agora, por outros idéias. Defendemos novos conceitos, que vieram grátis naquela blusa nova inicialmente esquisita.
Mudam-se, compasivamente, objetivos, sonhos, visões, sentimentos. A única coisa que sobram são os princípios, aquela coisa que ta no sangue, sabe como é? Mas, que ainda assim, muitas vezes são esquecidos na gaveta por tempo indeterminado.
E este ciclo recomeça, vai, volta, muda, mas nunca para. Vivemos uma eterna metamorfose. Mudamos de cabelo, de cor de pele devido ao clima do local em qual passamos a viver, de estilo de calça comprida, tempos mais folgadas, outros, mais ajustada. Mudamos também, de tamanho de salto alto. Mudamos de voz, de costumes, do modo de rir, do tom com que falamos, e as expressões utilizadas. Mudamos de casa, de emprego, de cidade, de amigos, de namorado. Deixamos de gostar de animais de estimação, e preferimos morar no ultimo andar ao invés de morar em casa. Mudamos o paladar, o conceito de beleza, de certo, de errado, de concreto e abstrato. Volta e meia nossos princípios se embaraçam, ficam confusos, desnorteados...E do nada percebemos que já não somos nós. É uma alma em um corpo perdido. Uma alma, em uma cabeça quebrada. Uma alma límpida, mas agora sem uma digna morada.
E no dia que a ficha cai e nos damos conta de tudo isso, fazemos a velha limpeza pouco rotineira no guarda-roupa, jogamos tudo fora, e vestimo aquela blusinha simples e colorida, já com cheiro forte de mofo e desbotada pelo tempo chamada essência, mas ainda assim, tão nossa.
É o nosso principio que está ali. Somos nós. E assim, só assim, posso ser de novo quem sempre pensei ser e tanto me orgulhei um dia. O resto, mando o carro de mudanças levar de volta do lugar que tirei, usei, e constatei, não me serve em nada.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Mil vidas em apenas uma existência.
E, sem qualquer tipo de aviso prévio, você se pega a transportar-se de volta ao passado e viver momentos que a tanto já despediu-se. E não importa se fazem meses ou anos que tudo sucedeu-se, aperta no peito a falta como se fizessem parte do hoje. E, quase relutante, você acorda com um estalo ao lado de seu ouvido que te traz de voltar ao presente. É o mundo real dizendo " oi, tem alguém ai?". E, você entorpecida pelas doses quase alcoólicas de lembranças que a deixam completamente ébria por alguns instantes. Nos segundos seguintes tudo para de rodar, e seu olhar volta a focar o presente momento, fazendo lembrar que tudo aquilo já se foi a longas datas e que o tempo muda muita coisa. Não somente, como mudou quase tudo ao redor e o meio onde se vive já é completamente estranho diante do que agora a pouco formou-se em sua mente.
É natural que nesse choque de abstinência te venha o ontem, e chegue até a apertar no peito. Tudo o que foi bom deixa um gosto doce nos lábios, que sempre será satisfatório demais de se provar novamente. Mas a verdade é que tudo não passa de lembranças, e essas não devem jamais trazer consigo dor e desespero, já que o ponteiro do relógio nunca para, e a vida passa depressa demais, mudando tudo, levando tanto consigo, e nos dando presentes novos a cada novo dia. Agradeça a esse Deus poderoso, o tempo, por dar-nos a oportunidade de virar as páginas já surradas e gastas de nossas vidas, de começar de novo. Viver mil e uma vezes em apenas uma existência. Diga um muito obrigado por mudar tudo, e só assim, dai-nos a chance de mudar junto, crescer e descobrir-se, de ser feliz de um jeito diferente a cada novo amanhecer.
É verdade que muita coisa se perde ao decorrer dos caminhos pelos quais seguimos, mas se paramos para analisar, quanto não se acha junto, lado a lado de cada partida, vemos sempre uma chegada. E, em meios a tantas idas e vindas, quanto não nos achamos.
Desate os nós do passado, desvencilhe-se daquela tecla do seu teclado mental que diz "foi bom e ainda pode ser". Nem sempre as coisas seguem os mesmos roteiros dos filmes de romance. Nem sempre (quase nunca, pra ser mais exato) o mocinho do começo será o mesmo que te carregará no colo no final da trajetória depois de ouvir um " e foram felizes para sempre". No nosso mundo, tudo, infelizmente, tem começo meio e fim. Nasce, cresce e morre...É a lei da vida. Aprendemos isso na aula de ciência na 2ª serie. E se hoje, o ontem morreu, não existe nenhum por que de tentar parar o tempo, e trancar-se no seu quarto, languido, com milhares de perguntas sobre o que e o porquê não foi, não passa de desperdício de minutos valiosos de vida. Perceba, as respostas sempre aparecem, mas somente quando elas já perderam o foco principal em sua vida. Talvez seja assim para que possamos aprender que não adianta perder tempo demais com perguntas, a vida continua, e só o passar dos dias pode atenuar as nuvens negras e cinzentas diante de seus olhos, e mostrar toda a realidade.
Abra a janela e se jogue pra vida, procure um começo novo, um amor novo, sorriso, e até quem sabe, um corte de cabelo novo. Tudo que temos só é valido e gratificante de fato quando faz bem, o resto não passa de meio, pouco e insuficiente de sentimento. Pois pouco amor não é suficiente pra me fazer sentir frios na barriga e êxtases de felicidade como a alguns meses atrás de algum grande amor entrar em declínio, e se tornar a cada dia, a cada magoa, a cada prova de não amor, um pouco menos amor...E é ai que você se da conta de que está na hora de abandonar o velho ciclo e deixar o tempo recomeçar um novo, com cheirinho de recém comprado, e pronto pra te fazer perder a cabeça mais uma vez por algum tempo, longo ou curto, mas apenas um tempo.Afinal, a vida é isso, uma constante mudança, um grande ciclo de idas e vindas, fins e começos, altos e baixos, picos e declínios...E a graça está em aprender a cada dia a ter jogo de cintura pra passar por tudo isso de cabeça erguida e sem perder o sorriso no rosto e a vontade de recomeçar mil e uma vezes, se necessário.
domingo, 29 de agosto de 2010
Parde com ela um pedaço de mim.
Foi há um ano, quando Deus me fez pisar dentro daquela loja. Nunca foi o que eu queria para mim, mas naquele tempo era a minha única opção. Fui contratada rapidamente, e me dediquei ao Maximo para que tudo desse certo. E deu. Comecei a amar estar ali, mesmo tendo total consciência de que eu teria que procurar o meu melhor, e com certeza o melhor não seria encontrado ali. Ainda assim, passou-se um ano, e nem senti o tempo correr, só agora posso me dar conta do quanto ele voou.
Estar naquele emprego me deu muito além do que eu procurava. Muito além de dinheiro no final do mês para pagar as minhas dividas e vaidades. Me deu vontade de viver novamente, de virar páginas de minha vida que insistiam em manter-se em foco. Me deu amigas maravilhosas, e uma dose de auto-estima e independência. Me deu uma carteira de motorista, camera digital, celular, roupa, sapato, curso de inglês, mechas loiras e uns quilos a mais (rs). Mas, acima de tudo, estar ali me deu vontade de continuar buscando. Veio na hora certa, e só Deus sabe o quanto isso é verdade em cada letra pronunciada.
Construí ali uma segunda família, que em diversas épocas tornaram-se primeira. Passava há conviver mais tempo com elas do que com meus próprios amigos e familiares, e é assim que eu as vejo até hoje : Família.
Como em qualquer relacionamento que envolve pessoas diferentes, cabeças e mundos diversos, também tínhamos nossas desavenças, estresses, brigas e até nos odiávamos por algumas horas, mas cinco minutos era mais que suficiente para trocar aquele abraço com os olhos cheios de lagrimas e dizer " te amo amiga, me perdoa"
Ah, sim, lá também aprendi a pedir perdão, só para constar.
Foi a minha primeira experiência profissional, e sei muito bem que não a ultima, mas de coração, espero que a única por algum tempo. Me dói muito pensar na possibilidade de mudar de vida, de deixá-las pra trás, de congelar sonhos e recomeçar. Eu sei que essa hora cedo ou tarde vai chegar, mas prefiro estar mais preparada e conformada para enfrentar essa separação sofriguida demais para o instante.
Está sendo tão difícil saber que a partir de agora vou acordar e não vê-la mais chegar atrasada com a mesma desculpa esfarrapada todos os dias, e nem ver aquela careta idiota que mesmo depois de tantos meses vendo diariamente, ainda me arranca gargalhadas. Como continuar sem dor, sabendo que aquele meio horário vai estar vazio, e aquele som irritante da risada que só ela tem não vai mais soar diariamente entre nossos ouvidos? É difícil, parte com ela um pedaço de mim, uma parte que aprendi a amar, que aprendi a imitar até, aquela voz de menina travessa que eu adoro, e aquela carinha de garota que ainda tem os sonhos do tempo de escola, mas é muito mulher apesar de tudo. Achei, a principio, que idéia não seria tão difícil de ser digerida, mas a ficha caiu, e eu cai junto.
Ela deixa a gente, mesmo que eu saiba que ainda vamos nos encontrar um dia qualquer pra tomar um sorvete (que adoramos) e jogar conversa fora, mas também tenho plena consciência que contarei nos dedos as vezes que vou poder abraçá-la de novo em vida, já que as vidas tem caminhos tão distintos e tempos tão curtos...
Sei que o pior está apenas começando, e que tenho que me preparar para outras perdas, e até quem sabe, para ser perdida pelas que la continuarem (se), mas agora, é só isso que me vêm a cabeça. E dói.
Estar naquele emprego me deu muito além do que eu procurava. Muito além de dinheiro no final do mês para pagar as minhas dividas e vaidades. Me deu vontade de viver novamente, de virar páginas de minha vida que insistiam em manter-se em foco. Me deu amigas maravilhosas, e uma dose de auto-estima e independência. Me deu uma carteira de motorista, camera digital, celular, roupa, sapato, curso de inglês, mechas loiras e uns quilos a mais (rs). Mas, acima de tudo, estar ali me deu vontade de continuar buscando. Veio na hora certa, e só Deus sabe o quanto isso é verdade em cada letra pronunciada.
Construí ali uma segunda família, que em diversas épocas tornaram-se primeira. Passava há conviver mais tempo com elas do que com meus próprios amigos e familiares, e é assim que eu as vejo até hoje : Família.
Como em qualquer relacionamento que envolve pessoas diferentes, cabeças e mundos diversos, também tínhamos nossas desavenças, estresses, brigas e até nos odiávamos por algumas horas, mas cinco minutos era mais que suficiente para trocar aquele abraço com os olhos cheios de lagrimas e dizer " te amo amiga, me perdoa"
Ah, sim, lá também aprendi a pedir perdão, só para constar.
Foi a minha primeira experiência profissional, e sei muito bem que não a ultima, mas de coração, espero que a única por algum tempo. Me dói muito pensar na possibilidade de mudar de vida, de deixá-las pra trás, de congelar sonhos e recomeçar. Eu sei que essa hora cedo ou tarde vai chegar, mas prefiro estar mais preparada e conformada para enfrentar essa separação sofriguida demais para o instante.
Está sendo tão difícil saber que a partir de agora vou acordar e não vê-la mais chegar atrasada com a mesma desculpa esfarrapada todos os dias, e nem ver aquela careta idiota que mesmo depois de tantos meses vendo diariamente, ainda me arranca gargalhadas. Como continuar sem dor, sabendo que aquele meio horário vai estar vazio, e aquele som irritante da risada que só ela tem não vai mais soar diariamente entre nossos ouvidos? É difícil, parte com ela um pedaço de mim, uma parte que aprendi a amar, que aprendi a imitar até, aquela voz de menina travessa que eu adoro, e aquela carinha de garota que ainda tem os sonhos do tempo de escola, mas é muito mulher apesar de tudo. Achei, a principio, que idéia não seria tão difícil de ser digerida, mas a ficha caiu, e eu cai junto.
Ela deixa a gente, mesmo que eu saiba que ainda vamos nos encontrar um dia qualquer pra tomar um sorvete (que adoramos) e jogar conversa fora, mas também tenho plena consciência que contarei nos dedos as vezes que vou poder abraçá-la de novo em vida, já que as vidas tem caminhos tão distintos e tempos tão curtos...
Sei que o pior está apenas começando, e que tenho que me preparar para outras perdas, e até quem sabe, para ser perdida pelas que la continuarem (se), mas agora, é só isso que me vêm a cabeça. E dói.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Bum
É sempre assim, tudo vai bem (teoricamente), e de repente, bum, tudo explode, e o chão onde antes você se equilibrava, já não existe mais. Seus pés não acham onde pisar, e suas mão, nada do lado para poder segurar. Eu já devia está acostumada com essa "rotina", nem me admirar mais quando tudo volta a acontecer novamente, mas infelizmente não estou. Ainda fico desnorteada sempre que um balde de agua fria é lançado na minha cabeça sem qualquer tipo de aviso previo. E hoje é assim que me sinto....E tremo de frio, medo, angustia ou sabe-se la quantas sensações diferentes podem estar nesta mistura gosmenta e pegajosa que me enjoa no momento.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Longe dos olhos, longe do coração.
Sim, isso mesmo. E não venha querer colocar aspas nem porém. É exatamente assim que fuinciona na vida real, sem tirar ou por qualquer tipo de ponto ou virgula na afirmação usada como titulo.
A convivência constrói castelos, amores, afetos. A ausência demasiada, os destrói, e não há nada que impeça que o mais solido dos muros de proteção terminem por ser apenas pó e poeira. É muito bonito abrir a boca e falar alto, com toda convicção do mundo, que seu amor resiste ao tempo ou a qualquer ausência, mesmo que seja eterna, mas na pratica é tudo muito diferente.
O que faz de uma relação firme e viva é a presença, e não necessariamente em corpo, existem diversos meios de estar vivo em alguém quando não se pode estar tecnicamente perto. A diversidade de meios de comunicação é quase infinita, e só se deixa morrer o carinho construído quando não se sente mal em ver a morada feita para abrigar aquele alguém cair, tijolo por tijolo, bem abaixo dos seus olhos.
Não importa de que relação se trate, nada sobrevive sem a troca de algo. Troca de carinhos, amores, beijos, abraços, lembranças, desejos, palavras, preocupações, amizade, ligações, saudades...Vidas. A presença de alguém a acompanhar seus passos, dividindo suas vitorias e derrotas, compartilhando seus sorrisos e aflições, vicia. Ter aquele sorriso estridente ou quem sabe, baixo e calmo vicia. Ter aquele tom de voz tão peculiar e particular, vicia. Ter aquele ombro amigo confortante, vicia. Ter aquele modo pessoal de cada ser de demonstrar a importância que você tem na vida dele, vicia. Carinho, amor, amizade, tudo de bom vicia. Mas a ausência dos mesmos também parecem tentadoramente viciantes. Dia a dia, você bebe um pouco do antídoto dessa mania daquele alguém, a princípio é amargo, triste e doloroso. Normalmente relutamos em deixar tudo cair no esquecimento, tentamos contornar, fingir que nada mudou, mas a ausência é obvia e clara. A falta de reciprocidade grita diante de seus olhos, e a cada ligação não retornada, mensagem não respondida, convite recusado, e semana que passa sem nem se quer um sinal de fumaça, você sente rasgar tudo por dentro...E os rebocos do castelo que já não suportam mais o peso do tempo (ou da falta de tempo) e da ausência, e começa a se auto-flagelar. Com o correr dos ponteiros do relogio, sem nem mesmo você se dar conta, cadê? Pó e poeira. A vida seguiu sem aquele jeito engraçado de olhar, sem aquela ligação diária no celular, sem aquele conforto pessoalmente especial, e tudo isso já nem faz mais falta pra você. Talvez já tenha sido substituído, ou simplesmente aprendemos a ser mais auto-suficientes e menos dependente, seja lá do que se trate, a cura do “mal” foi decretada, e o que antes era necessário, tornou-se banal. E assim acaba-se um amor. E assim acaba-se uma amizade. E assim, segue-se também uma vida sem necessidades e abstinência em algo que já não poderia ter. Que já não quisera estar ali. E assim, recomeça-se. Longe dos olhos, longe do coração.
sábado, 21 de agosto de 2010
Trofeu de lata.
Oi garoto.
Antes de mais nada, minhas sinceras - iguais a você - desculpas pela demora em vim até aqui parabeniza-lo, mas levei demasiado tempo para peceber o quanto eras merecedor do mesmo. Agora antes tarde do que nunca, queria ter a chance de apertar a sua mão e dizer:"muito bem por sua atuação impecavel e pela admiravel cara de pau". Congratilations, pricipalmente, por conseguir manter a sua mascara quase intacta por tanto tempo. Um trofeu de lata para você e o disputadissimo primeiro lugar de maior decepção que conheci. É uma pena que tudo isso não te conseda a sorte de um amor tranquilo e real, ou a paz de uma felicidade sem manchas. Mas te deixa com o gosto eterno da vitoria de ter conseguido -pela metade- sempre quem seu ego clamava.
Antes de mais nada, minhas sinceras -
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Preto, branco, borrado e sem graça.
Tenho medo dessa minha chacina pessoal. Desse meu lado nilista que ostenta recentemente quase todo meu ser. Desses crimes diários que tenho cometido, atirando na cabeça de cada um que faz(ia) parte do meu ciclo fatídico. Dessa armadura que tenho vestido dia a dia, involuntariamente e inconscientemente. Sim, tenho medo de mim. Me assusta o gosto amargo da dureza e da incredulidade frequente em minha boca. Dessa veracidade de que nada do que eu tenha atualmente ainda valha apena manter vivo em mim...E continuo a mirar se receios, puxo o gatilho sem sequer pestanejar e... PEI. Um a menos.
Tenho dado as costas, sem dó ou piedade, a tudo que não acrescenta, que não recíproco e que não merece estar aqui, dentro desta linha que envolve o que de fato não é dispensável para estar bem! Mas olha só...Mesmo depois de tantas vidas apagadas (em mim), estou tudo, MENOS bem!
A parte mais verídica nisso tudo é que eu abusei desse mundo (Ou do pouco e sem graça que conheço dele). O unico canto que fico sinceramente feliz ao pisar é no meu quarto, que tem se mostrado cada dia mais longo e frio. E mais do que o natural, ando insuportavel (MAIS)! Acho todos igualmente insossos. Nenhuma conversa me prende. Tenho sono das pessoas. Ninguém me atura. Nem eu me aturo. Alguém se habita a tentar? (Uma pequena parte involuntária de mim cruzou os dedos na espera de um NÃO)
Tenho dormido tarde. Dormido pouco. Minhas olheiras têm combinado bastante com a minha freqüente expressão "poucos amigos" ultimamente. Tenho conversado pouco, ligado pouco, atendido pouco o telefone, e devo admitir, o silencioso do celular 24h diárias é proposital. Não estou pra ninguém, e não deixe o seu recado após o BIP.
Tenho lido pouco. Saído pouco. Visto pouca gente. Tenho, infelizmente, esquecido de mim um pouco também. Esquecido das unhas mal feitas frequentemente, da pele mal hidrata e do exercício físico diário que me fazia tão bem...
Troquei o meu regime pelo copo de coca-cola que serve como energético para os textos noturnos. E os 5 quilos a menos só não foram trocados por vários a mais pelo simples fato de andar esquecendo de comer, também.
E olhem só, hoje é segunda. E pelo menos isso eu posso tirar de bom de todo o mal-estar... Sim, já nem tenho mais motivos pra odiar o segundo dia da semana...Já que todos os demais serão quase que iguais...(Opcionalmente)sozinhos, rotineiros, corridos e sem sal algum....
Sou um desenho no Preto&Branco borrado e sem graça.
p.s.:Esse texto era exclusivo do meu blog pessoal...Mas por algum motivo ainda indefinido, resolvi postar aqui, nesse outro blog, quase pessoal, já que ninguém se dá ao trabalho de ler mesmo hehe. =)
Tenho dado as costas, sem dó ou piedade, a tudo que não acrescenta, que não recíproco e que não merece estar aqui, dentro desta linha que envolve o que de fato não é dispensável para estar bem! Mas olha só...Mesmo depois de tantas vidas apagadas (em mim), estou tudo, MENOS bem!
A parte mais verídica nisso tudo é que eu abusei desse mundo (Ou do pouco e sem graça que conheço dele). O unico canto que fico sinceramente feliz ao pisar é no meu quarto, que tem se mostrado cada dia mais longo e frio. E mais do que o natural, ando insuportavel (MAIS)! Acho todos igualmente insossos. Nenhuma conversa me prende. Tenho sono das pessoas. Ninguém me atura. Nem eu me aturo. Alguém se habita a tentar? (Uma pequena parte involuntária de mim cruzou os dedos na espera de um NÃO)
Tenho dormido tarde. Dormido pouco. Minhas olheiras têm combinado bastante com a minha freqüente expressão "poucos amigos" ultimamente. Tenho conversado pouco, ligado pouco, atendido pouco o telefone, e devo admitir, o silencioso do celular 24h diárias é proposital. Não estou pra ninguém, e não deixe o seu recado após o BIP.
Tenho lido pouco. Saído pouco. Visto pouca gente. Tenho, infelizmente, esquecido de mim um pouco também. Esquecido das unhas mal feitas frequentemente, da pele mal hidrata e do exercício físico diário que me fazia tão bem...
Troquei o meu regime pelo copo de coca-cola que serve como energético para os textos noturnos. E os 5 quilos a menos só não foram trocados por vários a mais pelo simples fato de andar esquecendo de comer, também.
E olhem só, hoje é segunda. E pelo menos isso eu posso tirar de bom de todo o mal-estar... Sim, já nem tenho mais motivos pra odiar o segundo dia da semana...Já que todos os demais serão quase que iguais...(Opcionalmente)sozinhos, rotineiros, corridos e sem sal algum....
Sou um desenho no Preto&Branco borrado e sem graça.
p.s.:Esse texto era exclusivo do meu blog pessoal...Mas por algum motivo ainda indefinido, resolvi postar aqui, nesse outro blog, quase pessoal, já que ninguém se dá ao trabalho de ler mesmo hehe. =)
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