segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sempre falta algo.


Tudo aconteceu em um daqueles momentos que não se pode impedir da mente voar longe, sabe?
Sim, aqueles, talvez em um banco de ônibus, uma fila de banco longa, ou em meio a uma aula chata. É nessas horas que me vêem as melhores reflexões. Pena que termino as perdendo antes de poder anotar num bloquinho de papel pra reler mais tarde e até quem sabe, me fazer novas promeças, daquelas que fazemos por toda vida, na intenção de um futuro melhor, mas que exatamente na hora que deveríamos lembrá-las, elas se diluem no vento, votando mais tarde pra pesar a consciência.
 Hoje foi um dia cheio e vazio. Vazio, pra não perder o costume. E cheio de pensamentos desse tipo, de frases que mais pareciam feitas, que eu anotaria pra repassar aos meus filhos, mas na grande maioria, esqueci antes de chegar em casa.
Foi um dia cheio de filas e de ônibus. De vagar por ai, pelo nada, pela minha vida passada e tentando arrumar meu futuro duvidoso.
São tantas coisas que eu penso que poderiam melhorar, mudar, se encaixar e se acertar. Tanto que eu gostaria pra enfim dizer, estou feliz, sou feliz, ou sei la quanto tempo vou achar que vai durar aquilo. Mas foi aqui que me veio Um pensamento que nunca havia batido a porta da minha cuca antes, mas dessa vez, entrou, e foi dono de cada minuto do meu dia: Que felicidade?
Isso mesmo. Se paramos pra prensar, hoje afirmamos que já tivemos tempos melhores, mas no tal tempo melhor, que mais parece lenda urbanas, também achávamos que nem tudo estava assim tão bem. É natural do ser humano nunca se contentar com nada, mas termina sendo natural nunca SER feliz. Estar feliz é até fácil. Estar feliz numa noite de sábado tomando uma cerveja gelada com os amigos. Estar feliz quando se estar bem com o namorado. Estar feliz quando brinca com o cachorro no quintal. Mas e o SER feliz, cadê? Somos todos treinados a conforma-se com o fato de que nada dura, e isso até pode ser verdade. Mas o caos de tudo isso é que nunca conseguimos sentir-se feliz por longo prazo. Sempre falta algo. A busca é eterna, e infelizmente andamos em círculos. Quem tem muito, quer mais, e o mais nunca parece suficiente.
É uma faca de dois gumes. Querer o melhor é sempre bom, mas nunca sentir-se satisfeito te leva a viver uma eterna busca, uma eterna perda de presentes, uma perda de uma vida por algo que nem você mesmo sabe o que é.
E isso me deixou atordoada, pois é nessa inércia que eu vivo. Uma busca, que ainda não conseguir dar um nome, e talvez nunca consiga.

Sentido que não posso fazer nada para mudar uma existência, parei, senti o cheiro de gente e planta do ar, o cheiro de vida e o sol na pele. E tentei pensar por um minuto, que tudo está bem. Mesmo que as faltas doam volta e meia, e sempre doeram pois sempre existiram, naquele minuto, eu consegui viver o momento, sentir a vida na pele, e ser feliz...
Nos minutos seguintes, voltei a me perguntar pra onde caminho, e a me preocupar com o tempo que ainda terei de esperar pra que minha vida seja a vida que eu sempre quis. Talvez nunca chegue a ser.


sábado, 20 de novembro de 2010

A real efemeridade das relações irreais.


O significado real das coisas, diante da imensidão que é uma vida, é praticamente impossível de ser visto a olho nú!
As certezas são efêmeras, as verdades, diluíveis e multáveis com o soprar do vento e o toque do tempo. Se levarmos em consideração a proporção de minutos ou de vezes que respiramos, e do outro lado, uma vida, tendo como nota a velocidade com que as coisas mudam, e o tempo que temos e já tivemos, tudo é insignificante. A dores, as certezas, as paixões, as dificuldades e os temores...Tudo passa ferozmente depressa, independente do quando vivemos intensamente cada sensação ou não.

 Tudo se faz e desfaz. Em um piscar de olhos, se refaz. Um começo, um fim, ou melhor dizendo um eterno recomeço. A vida é cheia de ciclos, de fases, de altos e baixos. E nada, nada é grande o suficiente para que possamos eternizar.
Viver é como entrar em alto mar, aproveitar a sensação boa que as ondas proporcionam sem esquecer que nem tudo são flores e quando menos esperar, elas vão te derrubar. E ainda assim levantar, de preferência sorrindo, provando que apesar de forte, você é mais. Deixar a correnteza ir e vir, levar e trazer de volta até a margem. Cair e levantar. Ter medo, porem, enfrentar de peito aberto.
Cada minuto perdido com lamentações e temores desmedidos é um a menos para viver.
Pra que perguntar-se tanto sobre o por que de cada coisa que passou ou o rumo que tudo tomou se depois de tantos anos de experiência ja estamos carecas de saber que só vamos obter essa resposta quando a mesma não fizer mais uma diferença significativa para nós.
Viver é um eterno risco, uma eterna duvida, mas que diferença fará se eu ficar trancada procurando respostas ou se eu simplesmente dar de ombros e dizer "ah, deixa estar" e sair pra viver? Tudo só vem ou vai na hora certa. O que conquistamos de verdade, fica pra sempre. Está tudo escritinho de caneta, e nada do que se faça ou do que se sofra muda o rumo final da trajetória.
É preciso estar distraído. É preciso não esperar nada. É preciso viver para que as coisas aconteçam. É preciso, acima de tudo saber entender que amizades e paixões vem e vai, mas tudo, TUDO o que for sinceramente verdadeiro, perdura por uma eternidade.




domingo, 7 de novembro de 2010

o eterno mais ou menos

A verdade é que eu dizia muito por ai que estava tudo bem
Talvez eu tenha cansado de parecer repetitiva, dizer que tudo vai indo, “so-so”, aquele lance meio meia-boca, sabecomé? Tudo aquilo muito comum de ouvir da minha boca, sobre minha vida pouco interessante.
Então resolvi mudar o texto, e negar a verdade que era tão clara aqui dentro. Passei a dizer, great, melhor impossível, mas de fato soava mecânico e até irônico se fosse dito cara- a- cara.
Não sei se me acostumei a ser uma garota um tanto negativa, ou se é exigência da minha parte achar que nunca tudo está bem. Mas a grande realidade, é que sempre nos falta algo, e não é apenas por eu ser alguém complicadissima e chata pra caralh...caramba. É geral e comum não estar completamente satisfeito. É HUMANO.
 A verdade é que assim como eu, meu estado de espírito e todos os meus pensamentos, o meu bem ou mal estar também são de fase. Haviam dias que eu acordava até satisfeita, e feliz por conseguir não reclamar da sempre ausência de algo. Mas em outros...Sai de baixo. E eram nesses que doia mais. Doia forte. Era como se o vazio esmurrasse agonizante as paredes do meu coração pedindo atenção, pedindo urgente um pouco de ar. Mas infelizmente a minha busca pela solução deste problema parece eterna.
 Às vezes tenho medo de virar uma pessoa cada vez mais sozinha e incompleta a cada ano que passa. Dos não encontros e ausências se tornarem cada vez mais extensas e as soluções, distantes. Tenho medo, também, de me acostumar a viver assim, achando normal o vazio eterno, o faltar algo, e a busca torna-se cada dia mais desesperançosa.



O meu ultimo pingo de fé que tudo há de mudar um dia, breve ou não, deposito em Deus, e nas linhas tortas pelas quais ele escreve cada vida.
Pois sei bem, que cada rabisco, cada virgula e cada ponto que vejo hoje, só ha de ser traduzido por completo anos mais tarde.


E é essa fé que acalma meu coração, que me faz crer que o encaixe que substitui esse vazio persistente ainda estar por vir, e vale apena a espera tão sofrida e os altos e baixos da vida.

...Enquanto não vinha, eu vivia com o não estar bem. Com os desencontros e os dedos vazios.





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fechando a porta de entrada.


É...Tarefa difícil essa de entender as coisas, as pessoas, os sentimentos e sensações, a vida. De reconhecer de longe o cheiro de furada ou ter a certeza de que posso abrir a porta e deixar o odor doce entrar e tomar toda a minha casa.
Difícil conhecer as pessoas de verdade, esperar delas o exato, e não decepcionar-se.
Difícil, a certeza de que está fazendo o certo ou o errado, que os frutos do que se planta serão grandes e saborosos e que não iremos perder tempo ao tentar.

Eu tento domar minhas sensações, parar de dar passos em falso, perder tempo com o que não acrescenta e escolher a dedo o que entra e o que sai, mas o problema é que ainda assim, mesmo após pesar, pensar e analisar o que eu VEJO, que é também o que eu IMAGINO e não necessariamente condiz com a realidade, termino escolhendo meio as cegas, arriscando como sempre, a bater a porta na cara do que, no final, valeria a pena deixar sentar a sala de estar e oferecer um café bem quente pra começar e deixar morar. E às vezes, deixando entrar aquele ou aquilo que bagunça, tira tudo do lugar, e vai embora, sem nada deixar de mais, levando consigo muito mais só que ficou.

Cansada de errar, de arrumar toda a bagunça depois de cada festa alheia, decidi trancar tudo. Ficar sozinha por um tempo às vezes faz bem.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O novo. Eu nova.

Que necessidade imensa é essa que eu tenho tido de mudar tudo que me rodeia, e buscar o novo, mas não um novo qualquer, o novo que me faça nova. O novo que me acrescente algo verdadeiramente util, que mude minha vida em poucas palavras, atitudes, troca de experiência...
 Eu cansei desse monte de frivolidade que me rodeia, do nada pelo nada, do alguém por nada, sabe? De viver dia a dia, passo a passo sem que nada a mais fique no final do dia. Cansei. Ou você me acrescenta, ou não espera nada de mim. Se manda, que só o que é util ficará apartir de então.

O ciclo interminavel das dietas mal sucedidas


La vamos nós, mais uma vez, enfrentar com muito temor ela, a balança. Relutamos alguns segundos antes de colocar o primeiro pé, fechamos os olhos, tapamos a visibilidade dos ponteiros para que ninguém ao redor constate junto a você seu sobre- peso catastrófico (pelo menos é assim que vemos sempre), e sim, ali estão eles, os numerozinhos que não deviam estar, 2, 5, 8 quilos a mais, verdadeiros ou simplesmente psicológicos, independendo disso, é como um balde de água fria. Descemos da maldita  como se acabássemos de olhar nossa conta bancaria e descobríssemos que haviam roubado economias de uma vida, ou como se tivéssemos acabado de ver ali no visor uma foto do nosso namorado na cama com outra: Desesperadas, frustradas, destruídas interiormente - e com uma vontade incontrolável de destruir tudo, também.
 Na volta para casa após o trágico encontro com os números que não deviam existir, vamos nós escondendo, não queremos encontrar ninguém conhecido, para que o mesmo não comente pra todos os seus outros conhecidos o quanto você está obesa, feia e abatida. O resto do dia tende a ser assim, às escuras e triste.
 O que fazer dai pra frente normalmente depende de que dia da semana subimos na balança. Se for uma sexta-feira, por exemplo, provavelmente tiraremos o sábado e o domingo para nós “consolar”, comer tudo o que gostamos (ganhar mais uns desagradáveis excedentes) e começar a tal dieta na segunda-feira. Ai é que se instala o perigo. Essa promessa de que “hoje eu vou me despedir de tudo o que eu amo, e amanhã eu vou começar a despedida pelo corpo não-desejado” é um buraco sem fundo. Se paramos pra contar quantas vezes no mês fazemos, religiosamente, o mesmo procedimento, iríamos ficar tristes nos matar, provavelmente.
 Mas tudo bem, digamos que de fato começamos  na segunda-feira, e o dia parece iluminado. Acordamos com a disposição de um super-heroi, comemos folha e suco no café da manhã, mais folha no almoço, sopinha de verduras no jantar. No final da noite nós sentimos já mais magra, poderosa e linda. Fazemos mil planos da roupinha que vamos comprar quando diminuirmos de manequim. Do que vamos mudar juntamente com o corpo. Eu por exemplo, sempre mudo meu cabelo. É a tentativa de dar aquele tapa geral na auto- estima sequelada, sabecomé?
 O problema é que o primeiro dia de corte calóricos é muito bom, o segundo até que vai, mas a partir do terceiro, você já passa a ruminar pra conseguir engolir aquela quantidade excessiva de folhar, e tapa o nariz pra comer tanta coisa sem gosto algum. Normalmente é ai que começamos a sonhar com um pote de dois litros de sorvete, e nos piores dos casos que já passei, vi um top sunday dançando lambada com uma fatia de pizza gigante na beira da minha cama. Ainda prefiro acreditar que estava sonhando.
 Quinta-feira. Após 3 dias difíceis de cortes alimentar, se aproxima o temido fim de semana, inimigo de qualquer tentativa de reeducação de peso. Começam a aparecer os convites para os rodízios, cinemas, bares e todos esses inimigos mortais das gordinhas. Na maioria das vezes temos total consciência de que jogar a responsabilidade na força de vontade e ir, é uma corda no pescoço. Talvez prefiramos fingir que acreditamos mesmo que ela (a força de vontade) vai ser forte o suficiente e resistir a uma, duas ou três rodadas de petiscos suculentos na mesa de bar, a cervejinha e o refrigerante, e preferir o suco sem açúcar. Mas a verdade é que quase nunca acreditamos a fundo na sua capacidade, e vamos consciente de que a dieta re-começa na próxima segunda-feira, onde estaremos, provavelmente, com alguns quilos a mais do que na segunda passada.



  

sábado, 9 de outubro de 2010

Eu disse não ao amor.

Não que a vida tenha me tornado mais fria. Mas de certo modo, me deu varios meios de ligações até a mesma.
Não que eu seja gelida demais,o tempo...Os acontecimentos do caminho nem sempre facil de caminhar, levou consigo a minha paciência pras pessoas. Levou, também, os olhos que viam tudo mais tomantico e cor-de-rosa. Levou consigo, a menina que gostava de flores, presentes, encantos e amores. Deu fim, também, ao sonho do amar por amor, sem qualquer interferência de terceiros fatores, sem nem se importar se era comodo e valia de fato apena. Só se preocupando com o sorriso que radiava como nenhum outro, e ativava a minha felicidade quase que automaticamente. Levou consigo, o sentimentalismo demasiado, o sonho de casar e o felizes para sempre no final da historia. Levou comigo a paciência para o telefone, para a troca de satisfações, e a divisão de vida que hoje é tão minha, e só minha. Levou consigo o sorriso bobo que eu costumava dar quando um alguém que disparava meu coração, falava alguma coisa bonitinha-que hoje provavelmente acharia idiota.
Levou consigo a vontade de dividir-se. doar-se, apaixonar-se.
E quando eu sinto qualquer formigamento na barriga, parece caso de hospital, internamento urgente, UTI.
Coisa de outro mundo, sabe como é? De outra vida, outro seculo....

Não que eu tenha me tornado alguém fria, apenas, talvez, um pouco mais adulta.

Realmente é uma pena que seja tão triste crescer. E que pessoas grandes não saibam amar por amar.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Efemero demais para se amar.

Sabe o que eu mais odeio em mim? O fato de ainda conseguir me decepcionar com as pessoas. Sim, eu devia já ser grandinha o bastante para esperar de cada um que entra em minha vida, completamente tudo. Ou completamente nada. Mas não importa quantas vezes aconteça, quantos deles se mostrem cedo ou tarde um lobo mal fantasiado de boa vovozinha, eu ainda fico anturdita. Antes parasse só no ficar pasma, mas não, normalmente vai mais além. Meche com o meu sentimental, fico triste, chateada, decepcionada, magoada... E depois de tudo, termino por me sentir completamente burra por permitir sentir tudo isso mais uma vez, por esperar mais uma vez, por achar que conheço a todos que me rodeiam, e por considerar qualquer um que de repente entra na minha vida, me da uma meia duzia de sorrisos, momentos felizes e provas descartaveis de amizade, de fato meu amigo eterno e inseparavel.

E com tudo isso, me prometo, não pela primeira ou decima vez, fato, mas ainda assim, comprometo-me a mudar isso em mim. A parar de ver os momentos bons e as pessoas que chegam do nada como solidas. Não me admirar mais com a efemeridade de tudo ao redor, e aproveitar os sorrisos, sem esperar nada mais dele, do que aqueles e um adeus em seguida. A vida é assim mesmo, um amotoado de leva e trás, de vem e vai, de chegadas e saidas, felicidades e lagrimas, boas vindas e partidas...E a unica coisa com a qual eu espero não perder mais tempo é com decepções pelas mudanças que o tempo insiste em implantar nas relações jamais solidas e eternas. Por que NADA, nada é certeza. Tudo pode mudar tão rapido quanto o tempo que se leva para piscar os olhos.



domingo, 26 de setembro de 2010

Meu momento. Meu segundo.


Momento.
O que faz de uma fração aleatória de segundos, o momento certo? Ou, de contrapeso, o momento errado?
Será que está tudo relacionado as pessoas envolvidas na "equação" em jogo? Ou realmente é algo místico, de tempo, de hora, de momento?

Parece realmente um toque de mágica, quando todos os seus sentidos conspiram pra fazer de um segundo, o segundo ideal para tudo acontecer. Seu relógio biológico trabalha arduamente a favor, para que não passe nem falte nenhum segundo. Quando o despertador indica que chegou a hora, seu coração se abre, dobra de tamanho, pronto pra receber de braços abertos, pronto para doar-se.
Seu momento chegou. Você já é demais pra caber em só um ser. Necessita, como que em vida e morte, dividir-se. Involuntariamente, inicia-se uma busca por outro coração apertado, por outro sorriso largo disponível, por vãos em mãos frias.
Quando o encontro acontece, congratilation. Tudo indica que essa soma dê bons resultados, e que pelo menos, ambos tenham muita vontade de que tudo dê certo. Um completa o vazio interior do outro, o frio nas pontas dos dedos, tanto das mãos quanto dos pés.
Mas a parte menos bonita de tudo isso, é que normalmente esse encontro não acontece. Parece que o mundo conspira contra, se diverte, vendo você quase explodindo com tanto amor pra dar, vendo seu tempo passar vagarosamente e friamente, enquanto você chora por dentro por sentir-se tão só.
E quando acontece, a reciprocidade é sempre rara. Um coração quente jamais vive em comum acordo com um congelado pela espera e pelo tempo que se passou. Quando o momento certo não desperta dentro dos dois, o caminho é, no mínimo, exaustivo para o que ja encontra-se prontinho pra fazer o seu melhor e correr pro abraço.
E ai o tempo passa, depois corre, e você se acostuma a espera, ao gosto de sua língua, e de mais ninguém. Começa a ver que o encaixe das suas mãos podem ser encontrados na sua outra. Que os pés são facilmente aquecidos com meias, e que aquela musica que diz que ninguém é feliz sozinho talvez não esteja assim tão certa.
O tempo passou, as flores que haviam sido plantadas no seu jardim morreram, tudo congelou. E é normalmente ai, que você encontra o maior numero de corações na sua caixa de correio, de sorrisos sinceros e boas oportunidades. Mas o cheiro poderia ser melhor, se você pudesse receber flores sem achar retrogrado e ridículo demais.
O amor é o ridículo da vida. E só se pode amar, quem está pronto para ver graça em tudo isso.
O amor é muito simples. Mas nem sempre o simples é simples.
É muito fácil encontrar alguém que nos complete, que nos faça bem, que nos faça sorrir, que nos deixe com vontade de voltar tarde pra casa. O difícil (e gostoso) da vida é encontrar alguém a quem amemos alguém que nos ame. É encontra-lo no seu momento, no nosso momento, e acreditar no cliche de " viveram felizes para sempre!"


terça-feira, 21 de setembro de 2010

A culpa é do álcool, sim!




Um numero elevado dos leitores desse post devem estar se identificando com a expressão acima citada, se não, todos. Quem nunca ouviu alguém botar a culpa nele, nossos companheiros (e destruidores) de noitadas? Quem nunca ouviu, vai ouvir. E quem nunca usou tal, vai usar, ou segue alguma religião que proíbe seu consumo. Cedo ou tarde, passamos pela (desagradável) situação de acordar com aquela dor de cabeça, e fica em duvida do quanto é devido a ressaca pós-excesso ou peso na consciência pós...Bem, excessos poderia ser um termo bem empregado para a segunda situação também.
No começo tudo é muito divertido. Alguns copos são suficientes para deixar alguém no brilho (no meu caso, especificamente, alguns copos são mais que o bastante para me fazer vomitar metade da noite, e não lembrar de nada no dia seguinte) mas o problema é que normalmente não paramos ai, e não paramos, até nossos sentidos pararem de responder. Terminamos a noite jogada em algum canto, vomitando nos nossos pés, e tentando comunicar-se com os demais a sua volta em alguma língua indígena desconhecida (graças a deus não conseguimos, ou aumentaria o numero de itens na lista de suicídio social.) Subimos na mesa, beijamos o cara mais feio da festa, pegamos briga de graça, tiramos a roupa, contamos todos os segredos íntimos (nosso e dos demais que encontram-se no local), amamos todo mundo e voltamos para casa, normalmente carregados e observados por todos no local que são obrigados a abrir espaço para que o grupo desesperado nos carregue até um local previamente definido, antes que você, o ser quase em coma alcoólico e sem condições alguma de reagir, vomite para todos os lados e em todas as mãos que te socorrem. A parada normalmente é em algum hospital próximo para tomar um pouco de soro, um tapa na cara do seu pai que teve que acordar no meio da madrugada para socorrer a filha/filho invalido e desfalecido, ou a casa de algum amigo, na tentativa de evitar a tal bofetada.

Passou. Você acordou no outro dia. Ou melhor, passou o pior, por que aquela sempre esperada dor de cabeça parece que só faz piorar. Tudo continua a girar, e você se odeia por estar daquele jeito, promete a São longuinho que se lembrar de tudo da três pulinhos, e aos demais Santos que nunca mais poe uma gota de álcool na boca.

Quando o pior parece ter passado, eis que surgem os malditos telefonemas com o bombardeamento de memórias esquecidas, e dentre muitas delas, demasiadamente exageradas (Sempre tem aquele que adora ficar sóbrio só pra ter o prazer de matar os ébrios de vergonha no outro dia). É à hora de sentir-se ainda pior, e enxaqueca confundir-se com um puta peso na consciência e uma sensação de inutilidade imensa por não conseguir lembrar de nada mais do que leves flesh’s que vão e vem na sua memória recente e corrompida. E pior, pela falta de controle de si. ,
 E a partir dai você vai viver sem saber até onde é verdade o que foi dito, e se perguntando por um bom tempo como foi capaz de deixar tudo chegar aquele ponto. Rodeado de duvidas de como tudo aconteceu, e quantas pessoas conhecidas viram cada cena, a ponto daquilo rodar de boca em boca, e você cometer um suicídio social sem volta. Pra diminuir um pouco daquela culpa, eis que surge ela, a velha e boa expresão: "A culpa é do álcool!!!". E pior que é mesmo (não em todos os casos, claro). Não duvide se seu namorado um dia tentar justificar algo com ela (Mentira, duvide, afinal, ele é homem hehe machismo mode on). Termine, jogue a aliança na cara dele, a tv, o guarda roupa...Mas “acredite”! Quem nunca passou por tal experiência sempre vai duvidar, mas quem já teve historias pra contar (normalmente desagradáveis), e pôde sentir o peso de cada vez que o telefone tocava com uma novidade no dia seguinte, entende bem.

Pronto. Daqui a umas duas semanas ninguém lembra mais de nada (talvez uma pessoa ou outra ainda fale da cena onde você mostrou os peitos e dançou na 7ª velocidade) e estamos todos de volta, a uma mesa de bar, jogando algum joguinho pra ficar bêbado, e com mais (meias) historias pra contar, já que a outra metade só quem poderá contar é seu colega menos bêbado que vai lembrar de tudo no outro dia.